O que é o Dízimo e a importância na Bíblia
O que é o Dízimo e a importância na Bíblia
Muitos padres, lideranças e fiéis acham chato falar sobre o dízimo, principalmente por causa das deturpações que tantos mercadores da fé vêm promovendo nos últimos anos, usando meia dúzia de passagens bíblicas como arma para extorquir e explorar pessoas simples e sem instrução. É muito simples usar textos isolados da Bíblia para justificar qualquer ideia, e o próprio Satanás usou das Escrituras para tentar nosso Senhor Jesus Cristo, dizendo: "Está escrito..." (cf. Mt 4,1-11; Mc 12,13; Lc 4,1-13). Assim se enriquecem, cada vez mais, os falsos profetas. Porém, o dizimo é bíblico. É mandamento divino: “Trazei o dízimo integral para o Tesouro, a fim de que haja alimento em minha casa” (cf. Mal 3,10). Não praticá-lo implica em flagrante desobediência a Deus: “Pode um homem enganar a Deus?” (cf. Mal 3,8).  

Nos tempos do Antigo Testamento, a Lei de Moisés prescrevia a devolução obrigatória de 10% dos rendimentos do fiel (pagos na forma de bens e mantimentos, principalmente produtos agrícolas) para manter a tribo de Levi e os sacerdotes, responsáveis pela manutenção do Templo, já que eles não podiam possuir heranças e terras. Esses mantimentos eram também usados para assistir aos órfãos, viúvas e pobres em suas necessidades. Depois da destruição do Templo (no ano 70 dC), a classe sacerdotal e os sacrifícios cessaram, e os rabinos passaram a recomendar que os judeus prestassem auxílio aos mais necessitados.

O que é o Dízimo?
O dízimo é uma doação regular e proporcional aos rendimentos do fiel, que todo batizado deve assumir. É uma forma concreta que o cristão tem para manifestar a sua fé em Deus e seu amor ao próximo, pois é por meio dele que a Igreja se mantém em atividade, sustenta seus trabalhos de evangelização e realiza muitíssimas obras de caridade e assistência aos menos favorecidos. Pelo dízimo, podemos viver as três virtudes mais importantes para todo cristão: a fé, a esperança e a caridade, que nos levam mais perto de Deus. O dízimo é um compromisso moral. 

Graças a Deus cada vez mais cristãos se conscientizam da importância do dízimo e das ofertas. É bom encontrar as igrejas limpas, bem equipadas, tudo funcionando bem... Mas, infelizmente, muitos se esquecem de que, para isso, todos precisam colaborar (a contribuição é pessoal). Enquanto Igreja, somos a família do Senhor, devemos cuidar com esmero e com muito carinho da nossa casa. O dizimista consciente ama sua comunidade e sente, pessoalmente, seus problemas.

O dízimo é uma excelente vacina contra o pecado do egoísmo. Quanto mais guardamos nosso amor no cofre do nosso egoísmo, mais ele se desvaloriza. No entanto, quem achar que pode comprar o céu apenas dando o dízimo, vai levar um tremendo calote. O dízimo tem que ser consequência do amor a Deus e aos irmãos: “cada qual dê conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama a quem dá com alegria” (cf. 2Cor 9,7).


Quanto se deve “devolver” de Dízimo?

A palavra “dízimo” significa “décima parte”, e a sua origem está nos 10% que os judeus davam de tudo o que colhiam da terra com o seu trabalho. Também hoje somos convidados a oferecer, de fato, a décima parte daquilo que ganhamos, mas isso não é um preceito: ninguém é obrigado e ninguém deve ser constrangido a fazê-lo. O importante é entender que o dízimo não é esmola, nem taxa nem imposto. Deus não precisa de nada. Ele é o Senhor de tudo e de todos. Nós é que precisamos nos libertar dos ídolos deste mundo que nos infelicitam. 

O rio cresce graças aos pequenos riachos. Cada pessoa deve definir livremente, com alegria e motivação, qual percentual dos seus ganhos irá doar como dízimo. A Igreja não exige a doação de 10% de tudo o que se ganha (ideal). Porém, para ser considerado dízimo, é preciso que seja realmente um percentual, isto é, uma porcentagem dos seus ganhos, sendo no mínimo 1%. Se alguém ganha R$ 1.000,00 e oferece R$ 10,00, isto ainda pode ser considerado dízimo. Menos do que isso, porém, seria mera oferta.

A experiência pastoral comprova: aqueles que, confiantes na Providência, optaram pelo dízimo integral, isto é, pela doação dos 10% de tudo o que ganham, não se arrependeram nem sentiram falta em seus orçamentos: ao contrário, muitos dizimistas dão o seu testemunho: depois que passaram a contribuir com a Igreja e a comunidade dessa maneira, passaram a se sentir especialmente abençoados: Deus não desampara os que nele confiam.

Mas isso não quer dizer que devemos dar o dízimo esperando "ganhar em dobro", nem receber algo em troca, como se pudéssemos barganhar com Deus. Aqueles que ensinam tais coisas nada entendem de cristianismo (charlatães),  não compreendem o contexto bíblico e menos ainda o significado de partilha, tão presente na Igreja primitiva: “Os cristãos tinham tudo em comum, dividiam seus bens com alegria” (cf. At 2,44-45).  

Jesus diz que há mais alegria em dar do que em receber (cf. At 20,35). Dar pensando no que se receberá em troca não é dar, é negociar, é barganhar. O dízimo não é uma relação comercial com Deus, é a nossa resposta de gratidão às graças e aos dons recebidos. Só é possível dar, no sentido cristão, quando não se espera nada em troca. O cristão consciente é dizimista, é lâmpada acessa que ilumina a comunidade.

Qual a periodicidade para “devolver” o dízimo?

A entrega do dízimo normalmente é mensal, porque a maioria das pessoas recebe salário todo mês. O importante é saber que o dízimo deve ser entregue na comunidade com a mesma regularidade com que se recebem os ganhos regulares. É importante reconhecer que o dízimo é fonte de bênçãos e elo de comunhão fraterna na igreja.

Qual a diferença entre dízimo e oferta?

Ofertas são doações espontâneas, com as quais o fiel também pode e deve participar da vida em comunidade, mas nesse caso não existe a regularidade, como no caso do dízimo. Podemos doá-lo no momento do ofertório, durante as missas, ou fazer depósitos nas caixas de coleta, mas não se trata de um compromisso legalista assumido com Deus, e sim de uma manifestação de amor e de confiança.

Onde fazer sua contribuição?

São realizados sempre nas missas de final de semana. Terá sempre um plantonista a disposição.
Para quem ainda não é cadastrado, também poderá fazer no momento do plantão.
Também poderá fazer a contribuição e cadastro na secretaria paroquial ou no site.



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