A Eucaristia é a partilha do amor entre irmãos

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Na quinta-feira (24), foi realizada das 19h30 às 21h, na Sala Santa Maria mais uma formação para os novos ministros da Eucaristia (MESCEs) da Paróquia Santo Antônio. O coordenador dos Ministros, o senhor Leandro Canônico, conduziu a oração inicial e apresentou algumas importantes orientações para os próximos encontros já que as formações se encontram na reta final.

O assessor, Pe. Gottardo, abordou o importante tema: “A Eucaristia: DOM de amor para todos”. Ao fazer alusão ao milagre da multiplicação dos pães (cf. Jo 6,1-15) em chave eucarística mostrou que na intencionalidade de Jesus a Eucaristia é um dom de amor para todos.  Sem se importar com as rígidas regras cultuais e sobre o modo de proceder da religião oficial Jesus não exigiu nada da multidão de famélicos nem impôs nada a ninguém. Alimentou a todos. Naquela época só podia se aproximar da mesa aqueles/as que estavam puros e aqueles/as que respeitavam as leis religiosas (todas!). 


Porém, com o passar do tempo, alguns mais preocupados com a ortodoxia do que com as agruras do povo de Deus começaram a objetar: São Paulo diz que é preciso “ser digno” para receber a Eucaristia e citam 1Cor 11,17-34, onde de fato é afirmado isso. É importante que examinemos a questão porque quando lemos a Bíblia e/ou os evangelhos precisamos ser criteriosos porque é muito fácil adulterar o sentido da palavra de Deus. 

O que significa receber de “modo indigno” a Eucaristia, para Paulo? O teólogo, Marco Pedron, lembra que a Eucaristia do primeiro século, nas primeiras comunidades cristãs, não era de modo algum a Eucaristia que conhecemos hoje: era um jantar no qual todos traziam alimentos para serem partilhados, lembrando-se do Senhor. O aspecto comunitário era levado muito a sério (cf. At 2,42-47). 


Entretanto, o apóstolo Paulo denuncia algo escandaloso que estava acontecendo na comunidade de Corinto. Os ricaços traziam suas provisões e não partilhavam com os mais pobres, ou seja, os ricos comiam, se refastelavam e se embriagavam e os pobres ficavam apenas assistindo o “triste espetáculo”. “Celebrava-se” a Eucaristia, mas a partilha não acontecia, ou seja, a Eucaristia se tornava sacrilégio, escândalo. 

A “indignidade” que Paulo se refere primeiramente não se coaduna com a ordem moral (quem está em pecado é \"indigno\" de participar da Eucaristia), mas à injustiça de uma comunidade onde se comunga sem comunhão com os mais pobres. Eis o problema! Que fique claro: a “indignidade” não consiste em excluir quem pecou, quem está afastado, quem \"não está em estado de graça\", mas naqueles que comem, bebem, se divertem e se locupletam e são insensíveis e indiferentes às agruras dos condenados de todos os tempos e lugares. Não é cristão nem é prática razoável receber a Eucaristia e não abraçar as exigências do evangelho de Jesus.

 

Como conclusão Pe. Roberto ofereceu a eles como dever de casa a leitura do excelente texto de uma entrevista que o professor, Pe. Francisco Taborda,SJ, concedeu à Revista Vida Pastoral, em 2013: Valorizar o sentido mais profundo da Eucaristia.


 
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