A festa da Vigília Pascal no Sábado Santo

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A Celebração da Vigília Pascal aconteceu nas três comunidades da Paroquia Santo Antônio no mesmo horário, ou seja, às 19h30, sob chuvas torrenciais que caiam abundantemente antes de depois da missa festiva. Contudo, nada impediu que a solene liturgia fosse conduzida com alegria, júbilo e espírito de comunhão e participação. A Vigília representa uma espécie de “coroação” do Tríduo Pascal. 

A Vigília Pascal é considerada a mãe de todas as festas cristãs. Festeja-se o esplendor da Luz que havia momentaneamente se eclipsado no suplício da cruz da Sexta-feira Santa e no doído silêncio do “grávido” de esperança Sábado Santo. Com a ressurreição do Senhor aprendemos que o amor é imortal, eterno e indestrutível. Por isso, a Luz que brilha na noite da Vigília Pascal é ainda mais intensa, forte e incandescente. Celebra-se o poder de Deus que venceu o terror da morte, queimou as sementes do mal e encheu a nossa alma de júbilo e de esperança (alusão à canção “Juízo Final” de Cavaquinho,1973). 

A liturgia da Vigília Pascal é riquíssima. O início da Vigília começa com a benção do fogo novo (fora do templo) e o acendimento do Círio Pascal, que simboliza a Luz de Cristo. Assim que se entra na igreja na penumbra canta-se um dos mais belos hinos existentes, o Exultat. Cantamos também o solene Glória anunciando a Ressurreição do Senhor. Lemos Leituras e cantamos Salmos relatando as maravilhas de Deus em favor de seu povo; textos que contam toda a história da salvação, desde a Criação até a Ressurreição de Jesus. É o dia para cantarmos com o coração transbordando de alegria, na companhia do salmista: “Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremos e nele exultemos” (cf. Sl 118,24).  

Agradece-se imensamente a todas as pessoas que trabalharam duramente nas várias frentes, com grande generosidade, esmero e carinho, para que tudo transcorresse de acordo com aquilo que a liturgia propõe. Afinal, se Cristo não ressuscitou, vã e vazia é a nossa fé (cf. 1Cor 15,14), a pregação, palavrório inútil, e a religião apenas um embuste, uma enganação. Jesus se autorevelou com palavras densas e extraordinárias que se cumprem e se celebram na Vigília: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente” (cf. Jo 11,25-26). O amor não morre. O verdadeiro inimigo da morte é o amor (de a-mors, não-morte), o amor é a única força capaz de cruzar os limites do tempo e superar a dor e a ruptura que a morte produz. 

Cristo ressuscitou verdadeiramente, aleluia!  Feliz Páscoa!

 
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