A Páscoa é a festa da vida

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A Vigília pascal, na qual os hebreus esperaram à noite a passagem do Senhor para que os libertasse da escravidão do faraó, foi por eles observada como memorial a ser celebrado todo ano; era a figura da futura e verdadeira Páscoa de Cristo, isto é, a noite da verdadeira libertação, em que Cristo, derrubando a enorme pedra que o detinha no sepulcro ressuscita glorioso por todo o sempre. Fato memorável e noite esplendorosa! 

Todos as comunidades cristãs celebram com júbilo e muita alegria a instituição “perpétua” da Páscoa do Senhor. Com as comunidades da Paróquia Santo Antônio não foi diferente! Como de práxis a celebração na Comunidade Todos os Santos teve início fora da Igreja com a bênção do fogo novo e o acendimento do Círio. Em seguida os fiéis acenderam as suas velas e entraram na igreja com o Círio Pascal à frente, abrindo caminho. Quando todos já estavam acomodados em seus devidos lugares foi proclamado o Exultet (a Proclamação da Páscoa). 


Após ouvirem atentamente as leituras e salmos que a liturgia propõem para esse dia, Pe. Roberto em sua homilia, sublinhou que a Páscoa é a principal festa da Igreja, o triunfo da vida sobre a morte, é a celebração da remoção das pedreiras que pesam e comprometem o fluxo da vida, é a realização do “impensável” para os humanos; em suma: a Páscoa é a celebração da festa da vida, a ressurreição de Jesus.


Ao comentar a frase do evangelho (cf. Mc 16,17) na qual o jovem (“anjo”) falou as três mulheres que foram ao túmulo: “Ele não está aqui”, Pe. Gottardo,SJ, pontuou: “Trata-se de palavras extraordinárias. Ele vive e reina! Tornou-se luz, uma presença luminosa que nos surpreende nos caminhos da vida. Doravante Ele deve ser procurado fora do território dos cemitérios e dos túmulos, mas nas ruas, nas casas, em todos os lugares, exceto entre os mortos: Ele está nas escolhas que fazemos quando buscamos a maior glória de Deus e o bem maior, está na fome de paz e na sede de justiça que sentimos, nos abraços das pessoas apaixonadas, no choro vitorioso do filho que nasce, na participação ativa na comunidade, no último suspiro do moribundo”. Ele, o Ressuscitado, está presente em todas as coisas e em tudo o que nos acontece. 


E concluiu a sua reflexão dizendo: “O indelével ensinamento que o Senhor nos legou e nós o vivenciamos com amor no Tríduo Pascal é que o Pai confirmou a obra de Jesus fazendo-lhe justiça com o evento da Ressurreição, tornando-o Senhor do céu e da terra, primícias de todos os bem-aventurados. Ele nos abriu as portas da eternidade e foi o primeiro entre muitos irmãos e irmãs, como o atesta São Paulo (cf. Rom 8,29). Todos nós que o seguimos haveremos de ressuscitar com Ele, para honra e glória de Deus”. O amor tem o poder de ressuscitar e fazer novas todas as coisas. 


Feliz e santa Páscoa a todos! 
  

 
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