Benção da garganta e a fé que se traduz em serviço

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No último sábado (3), nas missas das 19h30, da Comunidade Matriz e na comunidade de Todos nos Santos foi evocada a memória litúrgica do bispo e mártir da Igreja, São Brás, protetor dos males da garganta.  

Pe. Roberto fez breve relato da história de São Brás. Foi um bispo que soube manter viva a fé até o fim; sua entrega incondicional (martírio) a Cristo aconteceu após padecer indescritíveis torturas, no ano de 316. Continuou o pároco dizendo que ao ser conduzido pelos carrascos para o sacrifício, uma mãe tomada pela aflição veio ao seu encontro com o filho agonizando por causa de uma espinha de peixe encravada na garganta. O bispo, que também era médico, solicitamente a atendeu abençoando a criança que, imediatamente recobrou a saúde. 


Em sua homilia Pe. Gottardo refletiu sobre a importância de servir a partir do evangelho de Mc 1,29-39. “Podemos sintetizar o evangelho de hoje com uma frase: para se tornar discípulo de Jesus, faz-se necessário superar as febres que paralisam e nos deixam prostrados”. E continuou lembrando o óbvio: “A febre não é uma doença, mas sintoma de que alguma coisa não vai bem no nosso corpo e na nossa alma. Todos temos as nossas febres. As causas nem sempre são identificados e/ou assumidas. Efetivamente o encontro com Jesus restaurou a sogra de Pedro e ela pôs-se a servir, tornando-se a primeira “diaconisa” na comunidade de Marcos. 


“E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se”. Literalmente ela foi “ressuscitada” pelo poder de Deus revelado nos gestos de Jesus. Ao ser “levantada” ela descobriu que o encontro com o Deus de Jesus é transformador e que “servir” a comunidade é fonte de alegria. Feliz é quem serve, servir é fonte de felicidade. A função da Igreja no mundo é ser servidora. A vida de santidade pode ser avaliada pela capacidade e pela disposição em servir. Infelizmente, há muitas pessoas egoístas e orgulhosas (febre) que gostam de ser servidas, e não de servir. 


E concluiu a reflexão, lendo as últimas linhas do maravilhoso poema O prazer em servir da poetisa chilena, Gabriela Mistral, agraciada com o Nobel de Literatura, em 1945:
 
“Deus que dá os frutos e a luz, serve.
Seu nome é: Aquele que serve.
Ele tem os olhos fixos em nossas mãos,
E nos pergunta todo os dias: serviu, hoje? A quem?
À natureza, ao teu amigo? À mãe?”. 

Que tenhamos a graça de reconhecer a centralidade do serviço na vida cristã para que, assim como desejava Santo Inácio de Loyola, possamos aprender “em tudo amar e servir”. 

 
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