Celebração da entrada de Jesus em Jerusalém

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“Ninguém tira a minha vida de mim, mas eu a dou por minha própria vontade” (cf. Jo 10,18).

No último domingo (2), as comunidades da Paróquia Santo Antônio de Sinop celebraram com fé e alegria o Domingo de Ramos, evento que sinaliza o início da Semana Santa. Na Igreja Matriz, a missa das 8h foi presidida pelo pároco, Pe. Roberto J. Gottardo, SJ. À luz da liturgia fez uma profunda reflexão servindo-se da inspiração do Frei português, Bento Domingues, OP.

Falou-nos o pároco que a narração da Paixão do Senhor põe em evidência as ambiguidades, as contradições absurdas dos seres humanos, as tentações, os erros que cometemos, etc. Basta fazermos um honesto confronto com todas os personagens envolvidos na trama. Nó somos aqueles personagens que traíram, feriram, zombaram e mataram o Filho de Deus. Com realismo, devemos compreender que a crucifixão de Jesus não pode ser evocada como mero evento do passado. Cristo continua sendo negado, hostilizado, ofendido, abandonado e morto.   

O evangelho enfatiza que a entrada em Jerusalém foi aclamada com efusividade, pelos discípulos e pelo povo: \"Hosana ao Filho de Davi!” (cf. Mt 21,9), e aqui está todo o problema, ou seja, ao invés de aclamá-lo como “Filho de Deus”, gritaram “Filho de Davi”, ressaltando a concepção errada do Messias esperado. Não obstante os três anos de catequese, a realização de tantos prodígios e terem ouvindo tantos ensinamentos incríveis não se converteram. Era óbvio que conservavam a mesma mentalidade da sociedade: preconceitos, elitismo, busca de privilégios e de poder, cegueira, carreirismo e satisfação dos próprios interesses. Em síntese a aclamação só seria verdadeira se a vontade de poder fosse transformada em desejo de “em tudo amar e servir”. 


Enfatizou Pe. Gottardo que na cruz fica evidente a sabedoria de um Deus misericordioso que com sua morte abre as portas do céu para nós, ao mesmo tempo que desmascara os esquemas perversos do poder das trevas. E se por um lado a cruz simboliza os horrores que o homem é capaz de realizar, significa também a ruptura da espiral do ódio e da violência pela mansidão do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo em não responder ao mal com o mal.


Contudo, a esperança é invencível: “O Sol há de brilhar mais uma vez. A luz há de chegar aos corações. Do mal será queimada a semente. O amor será eterno novamente” (cf. Nelson Cavaquinho). Se para os inimigos a humilhante morte de cruz de Jesus pôs fim à vida de um sonhador, a mensagem do profeta de Nazaré não foi enterrada junto com o seu corpo macerado e moído pelo bestial ódio humano. Com a ressurreição triunfou a justiça de Deus e a esperança das vítimas brilhou como o sol. “A ressurreição é, para os portadores da fé cristã, a realização na pessoa de Jesus do que ele anunciava: o Reino de Deus” (L. Boff).


Rezemos para que as celebrações da Semana Santa sejam para todos os cristãos dias de profunda solidariedade com o Senhor que sofre como também ocasião de conversão e de renovação espiritual. Que este período seja pontilhado pela paz, pelo amor e pela participação afetiva e efetiva nas celebrações.

Comunidade Todos os Santos

 
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