Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Na noite de ontem (04), a igreja Matriz da Paróquia Santo Antônio, ofereceu uma grande oportunidade de Reconciliação aos fiéis da cidade de Sinop. Aconteceu o “mutirão” de confissões com a presença de dez padres da Forania. O atendimento começou, às 18h, para aqueles que desejavam fazer a confissão auricular e, a partir das 19h30, Pe. Roberto J. Gottardo, SJ, conduziu a Celebração da Misericórdia.
Durante a celebração a Igreja que permaneceu na penumbra, simbolizando as trevas dos nossos pecados. Estimulados com textos da Bíblia, meditações, cantos apropriados e momentos de interiorização os fiéis foram animados a mergulharem no oceano da Misericórdia divina. Pe. Gottardo, orientou e exortou a todos a escreverem no coração vermelho, disponibilizado no início a todos os presentes, os próprios pecados/máculas/resistências, enfim tudo aquilo que aliena e mantém o ser humano afastado de Deus, do outro e de si mesmo. Insistiu: Nesta noite, em especial, Deus deseja transformar o nosso coração de Pedra em coração de carne” (cf. Ez 36,26).

Invariavelmente, somos juízes implacáveis, duros e facilmente julgamos e condenamos os outros, mas não usamos o mesmo critério para conosco. No entanto, Jesus desautoriza qualquer tipo de presunção humana: “Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai... Com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo” (Lc 6, 37-38). Enfatizou também um dado evangélico fundamental: “A boca fala aquilo que do qual o coração está cheio (“ex abundantia cordis os loquitur”, cf. Mt 12,34) – ou seja, é do \"coração\" que saem “as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas estas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem” (cf. Mc 7,21).

E continuou ajudando os fiéis a “fazerem memória” das tantas coisas/atitudes/palavras incrustadas no nosso coração a ponto de nos tornarmos insensíveis e impermeáveis à Palavra, aos ensinamentos de Jesus e ao perdão. Continuou o pároco: quantas vezes fomos desobedientes, infiéis, mentirosos, intolerantes, guardamos mágoas e culpas, ofendemos as pessoas, somos arrogantes, soberbos, achamo-nos melhores e/ou superiores aos outros, não confiamos na misericórdia de Deus e queremos ocupar o lugar de Deus? Sentimos medos, inveja, raivas, somos egoístas e individualistas, e sequer sentimos vergonha! Como celebrar a Páscoa do Senhor desse jeito? Converter-se e eliminar as impurezas é preciso.

Após o “exame de consciência” todos os fiéis presentes foram instados a concluir o “registro” dos pecados no coração e a se dirigirem até ao grande coração de pedra para ali colocar o coração que cada um levou, recheado de pecados, e apresentá-lo ao Senhor. Foram tantos corações afixados que a “pedreira” desapareceu. Um momento extraordinário, lindo!

Após esse momento de intensa contrição e espiritualidade, Pe. Roberto deu a Absolvição Geral (cf. Presbiteral, p. 145-146) e as luzes da igreja foram acesas e todos puderam contemplar, com grande alegria e emoção, a transformação que aconteceu. Em seguida, Pe. Roberto ministrou a benção final e motivou odos a se cumprimentarem e desejarem de coração uma FELIZ PÁSCOA, ao som da música de Jota Quest, “Daqui só se leva o amor”. Celebrar e praticar o perdão é, talvez, o modo mais excelente, de experimentar os efeitos da Ressurreição do Senhor.

Manifestamos a nossa gratidão e afeto a todos que se empenharam e tornaram esse momento tão especial: sacerdotes, equipe de liturgia, animação e participantes, mas especialmente Deus que é a fonte de inspiração e o manancial inexaurível de toda benção.

NB. As confissões continuaram até às 23h. Certamente, uma noite fecunda, densa e inesquecível para todos que compareceram e participaram vivamente dessa celebração. Que não esqueçamos do conteúdo do mantra, que foi o peteleco inicial deste memorável momento: “Não fecheis hoje o vosso coração, mas ouvi a voz do Senhor.”. Feliz e abençoada Páscoa a todos!


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Na noite de ontem (04), a igreja Matriz da Paróquia Santo Antônio, ofereceu uma grande oportunidade de Reconciliação aos fiéis da cidade de Sinop. Aconteceu o “mutirão” de confissões com a presença de dez padres da Forania. O atendimento começou, às 18h, para aqueles que desejavam fazer a confissão auricular e, a partir das 19h30, Pe. Roberto J. Gottardo, SJ, conduziu a Celebração da Misericórdia.
Durante a celebração a Igreja que permaneceu na penumbra, simbolizando as trevas dos nossos pecados. Estimulados com textos da Bíblia, meditações, cantos apropriados e momentos de interiorização os fiéis foram animados a mergulharem no oceano da Misericórdia divina. Pe. Gottardo, orientou e exortou a todos a escreverem no coração vermelho, disponibilizado no início a todos os presentes, os próprios pecados/máculas/resistências, enfim tudo aquilo que aliena e mantém o ser humano afastado de Deus, do outro e de si mesmo. Insistiu: Nesta noite, em especial, Deus deseja transformar o nosso coração de Pedra em coração de carne” (cf. Ez 36,26).

Invariavelmente, somos juízes implacáveis, duros e facilmente julgamos e condenamos os outros, mas não usamos o mesmo critério para conosco. No entanto, Jesus desautoriza qualquer tipo de presunção humana: “Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai... Com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo” (Lc 6, 37-38). Enfatizou também um dado evangélico fundamental: “A boca fala aquilo que do qual o coração está cheio (“ex abundantia cordis os loquitur”, cf. Mt 12,34) – ou seja, é do \"coração\" que saem “as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas estas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem” (cf. Mc 7,21).

E continuou ajudando os fiéis a “fazerem memória” das tantas coisas/atitudes/palavras incrustadas no nosso coração a ponto de nos tornarmos insensíveis e impermeáveis à Palavra, aos ensinamentos de Jesus e ao perdão. Continuou o pároco: quantas vezes fomos desobedientes, infiéis, mentirosos, intolerantes, guardamos mágoas e culpas, ofendemos as pessoas, somos arrogantes, soberbos, achamo-nos melhores e/ou superiores aos outros, não confiamos na misericórdia de Deus e queremos ocupar o lugar de Deus? Sentimos medos, inveja, raivas, somos egoístas e individualistas, e sequer sentimos vergonha! Como celebrar a Páscoa do Senhor desse jeito? Converter-se e eliminar as impurezas é preciso.

Após o “exame de consciência” todos os fiéis presentes foram instados a concluir o “registro” dos pecados no coração e a se dirigirem até ao grande coração de pedra para ali colocar o coração que cada um levou, recheado de pecados, e apresentá-lo ao Senhor. Foram tantos corações afixados que a “pedreira” desapareceu. Um momento extraordinário, lindo!

Após esse momento de intensa contrição e espiritualidade, Pe. Roberto deu a Absolvição Geral (cf. Presbiteral, p. 145-146) e as luzes da igreja foram acesas e todos puderam contemplar, com grande alegria e emoção, a transformação que aconteceu. Em seguida, Pe. Roberto ministrou a benção final e motivou odos a se cumprimentarem e desejarem de coração uma FELIZ PÁSCOA, ao som da música de Jota Quest, “Daqui só se leva o amor”. Celebrar e praticar o perdão é, talvez, o modo mais excelente, de experimentar os efeitos da Ressurreição do Senhor.

Manifestamos a nossa gratidão e afeto a todos que se empenharam e tornaram esse momento tão especial: sacerdotes, equipe de liturgia, animação e participantes, mas especialmente Deus que é a fonte de inspiração e o manancial inexaurível de toda benção.

NB. As confissões continuaram até às 23h. Certamente, uma noite fecunda, densa e inesquecível para todos que compareceram e participaram vivamente dessa celebração. Que não esqueçamos do conteúdo do mantra, que foi o peteleco inicial deste memorável momento: “Não fecheis hoje o vosso coração, mas ouvi a voz do Senhor.”. Feliz e abençoada Páscoa a todos!



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