Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Na Quinta-Feira Santa (28), às 19h30, ocorreu nas comunidades da Paróquia Santo Antônio a celebração da Missa da Ceia do Senhor, marcando o início do Tríduo Pascal. E como bem destacou o presidente da celebração na comunidade Todos os Santos, Pe. Roberto J. Gottardo,SJ: “Tendo amado os seus, amou-os até o fim (cf. Jo 13,1). A cerimônia do Lava-pés não é uma encenação que se reedita todos os anos, mas memória de um gesto revolucionário de Jesus, um estilo de vida cuja centralidade é a prática do amor fraterno”.
Numa atitude inesperada Pe. Roberto, a exemplo de Jesus, se coloca no meio da assembleia, escolhe algumas pessoas aleatórias e lava seus pés, num gesto de humildade e confirmação do compromisso de estar em prontidão servindo a comunidade. Também num gesto de amor e generosidade fez a partilha do pão para todos os presentes, convidando os ministros da Eucaristia para distribui-lo, uma forma de também agradecer e reconhecer o trabalho que eles realizam, sendo hoje o dia que a Igreja celebra a institui do dom da Eucaristia.

Pe. Roberto refletindo em sua homilia sobre a última Ceia, pontuou: “certamente, os discípulos não imaginavam que seria a última vez que iriam jantar com o mestre, mas Jesus sabia, e para espanto de todos começa a lavar os pés dos apóstolos, a resistência de Pedro: “Jamais me levarás os pés!” (cf. Jo 13,8), assim como dos demais companheiros, denuncia o afastamento da ‘filosofia’ de Jesus, ou seja, o gesto profético de Jesus rompe com as expectativas de messias que povoavam o imaginário dos apóstolos”.

Explicando sobre o porquê Jesus estende as mãos e alcança os pés dos apóstolos, poderia ser a cabeça, para sinalizar que os pés têm o contato com a terra, com a fragilidade humana, “revelam quem somos, as nossas origens, o nosso destino e quem são as nossas companhias. Os pés são o mapa do mundo da alma”, pontuou o padre.

E ao falar sobre o gesto do Lava-pés, Pe. Roberto enfatizou: “o Senhor quer modelar o coração dos discípulos para que caminhem pelas estradas da vida praticando a caridade, a solidariedade e a ternura. No Reino maior é quem serve e o amor deve se traduzir em obras. Com essa cerimônia a Igreja enaltece a atitude de “em tudo amar e servir” em vista da maior glória de Deus. Quem se abaixa para lavar os pés do outro eleva-se diante de Deus”.

Pe. Gottardo conclui dizendo: “Não tenhamos medo! Peguemos nós também o avental da humildade, a bacia da generosidade e a toalha do despojamento, ajoelhemo-nos e comecemos a servir. Assim procedendo seremos felizes e o sonho de Jesus permanece vivo”.

Após a comunhão foi feito o translado de Jesus Eucarístico, onde permaneceu em um ambiente devidamente decorado e preparado, durante um período para a vigília.

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Na Quinta-Feira Santa (28), às 19h30, ocorreu nas comunidades da Paróquia Santo Antônio a celebração da Missa da Ceia do Senhor, marcando o início do Tríduo Pascal. E como bem destacou o presidente da celebração na comunidade Todos os Santos, Pe. Roberto J. Gottardo,SJ: “Tendo amado os seus, amou-os até o fim (cf. Jo 13,1). A cerimônia do Lava-pés não é uma encenação que se reedita todos os anos, mas memória de um gesto revolucionário de Jesus, um estilo de vida cuja centralidade é a prática do amor fraterno”.
Numa atitude inesperada Pe. Roberto, a exemplo de Jesus, se coloca no meio da assembleia, escolhe algumas pessoas aleatórias e lava seus pés, num gesto de humildade e confirmação do compromisso de estar em prontidão servindo a comunidade. Também num gesto de amor e generosidade fez a partilha do pão para todos os presentes, convidando os ministros da Eucaristia para distribui-lo, uma forma de também agradecer e reconhecer o trabalho que eles realizam, sendo hoje o dia que a Igreja celebra a institui do dom da Eucaristia.

Pe. Roberto refletindo em sua homilia sobre a última Ceia, pontuou: “certamente, os discípulos não imaginavam que seria a última vez que iriam jantar com o mestre, mas Jesus sabia, e para espanto de todos começa a lavar os pés dos apóstolos, a resistência de Pedro: “Jamais me levarás os pés!” (cf. Jo 13,8), assim como dos demais companheiros, denuncia o afastamento da ‘filosofia’ de Jesus, ou seja, o gesto profético de Jesus rompe com as expectativas de messias que povoavam o imaginário dos apóstolos”.

Explicando sobre o porquê Jesus estende as mãos e alcança os pés dos apóstolos, poderia ser a cabeça, para sinalizar que os pés têm o contato com a terra, com a fragilidade humana, “revelam quem somos, as nossas origens, o nosso destino e quem são as nossas companhias. Os pés são o mapa do mundo da alma”, pontuou o padre.

E ao falar sobre o gesto do Lava-pés, Pe. Roberto enfatizou: “o Senhor quer modelar o coração dos discípulos para que caminhem pelas estradas da vida praticando a caridade, a solidariedade e a ternura. No Reino maior é quem serve e o amor deve se traduzir em obras. Com essa cerimônia a Igreja enaltece a atitude de “em tudo amar e servir” em vista da maior glória de Deus. Quem se abaixa para lavar os pés do outro eleva-se diante de Deus”.

Pe. Gottardo conclui dizendo: “Não tenhamos medo! Peguemos nós também o avental da humildade, a bacia da generosidade e a toalha do despojamento, ajoelhemo-nos e comecemos a servir. Assim procedendo seremos felizes e o sonho de Jesus permanece vivo”.

Após a comunhão foi feito o translado de Jesus Eucarístico, onde permaneceu em um ambiente devidamente decorado e preparado, durante um período para a vigília.

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