Celebração do Domingo de Ramos

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No Domingo de Ramos a Igreja celebra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, a cidade santa que mata os profetas e apedreja aqueles que são enviados (cf. Mt 23,37), dando início a Semana Santa. Graças a Deus as missas foram intensas e bem participadas. É notória a afeição, o amor e a devoção que o povo de Deus devota a Jesus. Como ficar indiferente!?   

Em sua fala, Pe. Roberto sublinhou que a chave para se se compreender a sucessão dos acontecimentos da Semana Santa é a fidelidade e a paixão de Jesus por Deus e por todos os seres humanos, porque Ele via nas pessoas a riqueza mais profunda e inesgotável: Deus. Toda a sua vida do início ao fim foi vivida com paixão e intensidade, “em tudo amando e servindo”, foi honesto e amável em todas as circunstâncias.

Diante do drama da traição, do julgamento iníquo das autoridades corruptas, do escarnio, da flagelação, de deboche, do Calvário e dos horrores do martírio que se avizinhava a postura de Jesus impressiona. É como se ele reconhecesse e confessasse: o que vivo, sinto e realizo é por amor ao meu Pai que nunca me abandonou nem me traiu. Eu confiei e Ele me acompanhou até aqui. Se Ele jamais me traiu porque iria fazê-lo agora? Agora me encontro diante de algo incompreensível, inexplicável, irracional, atroz. Não entendo nada, mas confio ser a Misericórdia a última palavra, e não a perversidade dos homens. 


Conclamou a todos a participar das celebrações da Semana Santa com ardor, fervor e com espírito de profunda solidariedade com Jesus, não esquecendo de todos aqueles/as que continuam sendo crucificados pelos podres poderes deste mundo. Rezemos para que, a exemplo de Jesus, possamos amadurecer mais na fé para combatermos o bom combate do evangelho até ao fim, e vivermos a vida com paixão, coragem e profetismo. 


Que ao ouvir o relato da Paixão do Senhor que cada fiel possa ver-se qual espelho em todos os personagens que protagonizam os cenários da Paixão para entender como vivemos e com quais atitudes tocamos a vida. Na verdade, todos os personagens implicados na narração da Paixão do Senhor nada mais são do que símbolos profundos (“arquétipos”) que coabitam em cada um de nós. Às vezes, numa única jornada, atualizamos as posturas de Pilatos, de Pedro e de Judas! 



 
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