Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Após quatro semanas de preparação com o Advento onde a cada domingo ouvíamos palavras de ordem: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas” (cf. Lc 3,3), “convertei-vos”, “alegrai-vos, o Senhor está próximo...”, celebramos, ontem (25), na comunidade Matriz Santo Antônio, às 19h30, com grande júbilo e alegria a solenidade do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, presidida pelo pároco Pe. Roberto Jerônimo Gottardo, SJ.
No início da celebração ouvimos o canto da Kalenda, uma recapitulação de toda a história do povo de Israel, lida a partir da Encarnação de Jesus Cristo, vista como o centro da história. Também fomos brindados pelo grupo Apoena & Cia com a encenação do Evangelho, momento de graça, beleza e emoção.
No início de sua fala Pe. Roberto, desejou um feliz natal a todos e encorajou a assembleia a desejar um feliz Natal com um abraço a quem estava ao lado, um momento esperado e desejado após um longo tempo de afastamento causado pelas exigências que tivemos que enfrentar com a pandemia. Falou-nos também sobre o perigo de perder de vista a centralidade da festa e confundir o Natal do Filho de Deus com exterioridades e com as excentricidades do patético Papai Noel.
Para uma atenta assembleia Pe. Gottardo explicou que o Menino Deus veio ao mundo para inverter e confundir a lógica do que imaginavam e pensavam os entendidos da época. Os primeiros a contemplarem a grande luz que resplandecia no presépio foram os prediletos de Deus, ou seja, os mais desprezíveis e infames, os hereges e pecadores julgados e condenados por todos, os pastores. Afirmou também que a originalidade do Natal está condensada aqui: Deus vem, mas não na casa dos outros, na vida dos outros, Deus vem ao nosso encontro, cabe a nós abrirmos as portas para acolhê-lo ou fingir que nada aconteceu. Acreditar em Deus é fácil, o difícil é acreditar em si mesmo.
Pe. Gottardo falou também que o mistério do Natal que celebramos nos ensina que Deus está muito mais presente nos nossos corações do que nas longas orações, ou no espaço de uma igreja e tudo isso se tornou possível porque Deus se fez carne e habitou entre nós. É Natal toda vez que permitimos que o Divino que está em nós nasça e o novo de Deus nos perturba.
No final, todos pousaram os olhos no presépio para a bênção final um momento inesquecível e de profunda alegria. A criança do Presépio não era uma estatueta, mas uma criança de um mês de vida. “Cada criança que nasce é uma prova de que Deus ainda não perdeu as esperanças em relação a humanidade\" (R. Tagore).
Que possamos ter a mesma fé que Deus tem em nós. Que o Natal seja reeditado em todos os dias de nossa vida através do amor vivido, da fé comprometida e da fraternidade vivida como estilo de vida. Viva o Menino-Deus!
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Após quatro semanas de preparação com o Advento onde a cada domingo ouvíamos palavras de ordem: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas” (cf. Lc 3,3), “convertei-vos”, “alegrai-vos, o Senhor está próximo...”, celebramos, ontem (25), na comunidade Matriz Santo Antônio, às 19h30, com grande júbilo e alegria a solenidade do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, presidida pelo pároco Pe. Roberto Jerônimo Gottardo, SJ.
No início da celebração ouvimos o canto da Kalenda, uma recapitulação de toda a história do povo de Israel, lida a partir da Encarnação de Jesus Cristo, vista como o centro da história. Também fomos brindados pelo grupo Apoena & Cia com a encenação do Evangelho, momento de graça, beleza e emoção.
No início de sua fala Pe. Roberto, desejou um feliz natal a todos e encorajou a assembleia a desejar um feliz Natal com um abraço a quem estava ao lado, um momento esperado e desejado após um longo tempo de afastamento causado pelas exigências que tivemos que enfrentar com a pandemia. Falou-nos também sobre o perigo de perder de vista a centralidade da festa e confundir o Natal do Filho de Deus com exterioridades e com as excentricidades do patético Papai Noel.
Para uma atenta assembleia Pe. Gottardo explicou que o Menino Deus veio ao mundo para inverter e confundir a lógica do que imaginavam e pensavam os entendidos da época. Os primeiros a contemplarem a grande luz que resplandecia no presépio foram os prediletos de Deus, ou seja, os mais desprezíveis e infames, os hereges e pecadores julgados e condenados por todos, os pastores. Afirmou também que a originalidade do Natal está condensada aqui: Deus vem, mas não na casa dos outros, na vida dos outros, Deus vem ao nosso encontro, cabe a nós abrirmos as portas para acolhê-lo ou fingir que nada aconteceu. Acreditar em Deus é fácil, o difícil é acreditar em si mesmo.
Pe. Gottardo falou também que o mistério do Natal que celebramos nos ensina que Deus está muito mais presente nos nossos corações do que nas longas orações, ou no espaço de uma igreja e tudo isso se tornou possível porque Deus se fez carne e habitou entre nós. É Natal toda vez que permitimos que o Divino que está em nós nasça e o novo de Deus nos perturba.
No final, todos pousaram os olhos no presépio para a bênção final um momento inesquecível e de profunda alegria. A criança do Presépio não era uma estatueta, mas uma criança de um mês de vida. “Cada criança que nasce é uma prova de que Deus ainda não perdeu as esperanças em relação a humanidade\" (R. Tagore).
Que possamos ter a mesma fé que Deus tem em nós. Que o Natal seja reeditado em todos os dias de nossa vida através do amor vivido, da fé comprometida e da fraternidade vivida como estilo de vida. Viva o Menino-Deus!
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