Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Sob a batuta do Pe. Humberto Robson de Carvalho da Diocese de São Paulo, o Clero da Diocese do Sagrado Coração de Jesus de Sinop, realizou o retiro anual nos dias 4-7 de abril de 2022, na casa de formação Shalom. O bispo diocesano, Dom Canísio Klaus, participou vivamente desses dias “sagrados e abençoados” como ele mesmo expressou em uma partilha.
O tema-gerador do retiro foi a espiritualidade do padre diocesano. O presbítero é um homem escolhido por Deus, consagrado e enviado em missão para atualizar eficazmente o evangelho de Jesus Cristo na força do Espírito Santo, de quem se torna autêntico representante. Na carta ao Hebreus, lemos: “Todo sumo sacerdote é tirado do meio dos homens e instituído em favor dos homens nas coisas que se referem a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados” (cf. Heb 5,1).
A espiritualidade do padre diocesano fundamenta-se na pessoa de Jesus Cristo, o Bom Pastor (cf. Jo 10,1-11), como modelo da caridade pastoral. O padre diocesano, no exercício de sua diocesaneidade, busca atualizar a sua vida em conformidade com Jesus, Mestre e Senhor, esvaziando-se de si mesmo e procurando viver os mesmos sentimentos dele (cf. Fl 2,5), a ponto de poder afirmar: “Eu vivo, mas já não sou eu quem vivo, pois é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).
O padre diocesano precisa estar ciente de que carrega dentro de si a chama viva do Espírito de Deus que transfira relações, hábitos e cosmovisões. O padre deve ser um homem ardoroso, competente e capacitado para a missão. Não deve corromper-se com o estilo de vida do bon vivant nem viver na mediocridade e instalado em certezas. Deve ser um homem abrasado pelo Espírito como os apóstolos depois de Pentecostes (cf. At 2,16-21). Deve ser alguém capaz de dar sua vida por causa do reino dos céus que se faz presente na diocese onde está inserido e atua, como o fez Jesus, o exímio bom Pastor.
O padre diocesano, discípulo-missionário a serviço do reino de Deus, não pode demonstrar seu amor a Deus e à Igreja sem traduzi-lo em amor incondicional ao povo de Deus, através do seu criativo e incansável trabalho pastoral. É chamado a ser profeta da unidade, da comunhão e da participação. O presbítero deve ser sinal da unidade na pluralidade e da diversidade da igreja local em profunda sintonia com o bispo e em comunhão com a Trindade santa.
O padre deve ser fiador do desejo de Deus, ou seja, ser uma expressão viva do “novo céu e da nova terra”, objeto a sua pregação. Portanto, a primeira missão do padre diocesano é o de fazer com que toda a igreja diocesana seja profética e missionária, mestra em anunciar o evangelho da alegria, animando a vida do mundo com a luz da palavra de Deus. Deve rezar e esmerar-se todos os dias na arte de tornar eficiente a Palavra que tem poder de mudar a face da terra, através das palavras, das decisões, do testemunho de vida e das atitudes.
Na vivência da diocesaneidade, o padre diocesano torna-se um incansável anunciador do evangelho e promotor da transformação social. Inserido na comunidade paroquial, o padre diocesano vive a integralidade do pastoreio de Jesus, o Bom Pastor e servidor de todos. É chamado a ser modelo e pai para toda a comunidade paroquial assim como Jesus fez com os discípulos. Inserido e mergulhado na diocesaneidade será profeta, evangelizador e místico, sem perder sua humanidade.
O padre deve inspirar-se e ser animado pela espiritualidade do lava-pés, na qual o maior é aquele que serve (cf. Jo 13,16). A diocesaneidade vivida em “espirito e na verdade” permite ao padre diocesano purificar-se do individualismo, do indiferentismo e do narcisismo que fere e esvazia a teologia do Concilio Vaticano II.
Cabe ainda ao presbítero diocesano abrir-se ao diálogo, aos desafios que brotam da realidade e às tremendas diferenças culturais que nos “provocam” a todo instante. Sair das bolhas sistêmicas e da zona de conforto é vital para se evangelizar. “Orai e vigiai” para não se tornar refém de partidos e/ou ideologias que dividem, fragmentam e minam a credibilidade da Igreja. Os rótulos não ajudam em nada, funcionam como antolhos. O que importa é reconhecer a dignidade do outro e ser livre para “em tudo amar e servir”.
A “coroação” do retiro aconteceu na quinta-feira (7), às 18h, na Catedral com a solene celebração dos Santos Óleos, também chamada de Missa Crismal e da Unidade, qual os padres renovam suas promessas Sacerdotais, diante do povo de Deus. Dom Canísio, acompanhado por todos os padres, presidiu a santa Missa.
“A gratidão é a memória do coração” (Antístenes). É justo e necessário agradecer ao Pe. Humberto pela solicitude em atender as demandas da nossa Diocese, com tanta generosidade, competência e alegria. Ele é um testemunho vivo de uma vocação acertada e fecunda. Agradece-se também às pessoas que atuaram na “retaguarda” para que tudo acontecesse nos conformes. Deus seja louvado.
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Sob a batuta do Pe. Humberto Robson de Carvalho da Diocese de São Paulo, o Clero da Diocese do Sagrado Coração de Jesus de Sinop, realizou o retiro anual nos dias 4-7 de abril de 2022, na casa de formação Shalom. O bispo diocesano, Dom Canísio Klaus, participou vivamente desses dias “sagrados e abençoados” como ele mesmo expressou em uma partilha.
O tema-gerador do retiro foi a espiritualidade do padre diocesano. O presbítero é um homem escolhido por Deus, consagrado e enviado em missão para atualizar eficazmente o evangelho de Jesus Cristo na força do Espírito Santo, de quem se torna autêntico representante. Na carta ao Hebreus, lemos: “Todo sumo sacerdote é tirado do meio dos homens e instituído em favor dos homens nas coisas que se referem a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados” (cf. Heb 5,1).
A espiritualidade do padre diocesano fundamenta-se na pessoa de Jesus Cristo, o Bom Pastor (cf. Jo 10,1-11), como modelo da caridade pastoral. O padre diocesano, no exercício de sua diocesaneidade, busca atualizar a sua vida em conformidade com Jesus, Mestre e Senhor, esvaziando-se de si mesmo e procurando viver os mesmos sentimentos dele (cf. Fl 2,5), a ponto de poder afirmar: “Eu vivo, mas já não sou eu quem vivo, pois é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).
O padre diocesano precisa estar ciente de que carrega dentro de si a chama viva do Espírito de Deus que transfira relações, hábitos e cosmovisões. O padre deve ser um homem ardoroso, competente e capacitado para a missão. Não deve corromper-se com o estilo de vida do bon vivant nem viver na mediocridade e instalado em certezas. Deve ser um homem abrasado pelo Espírito como os apóstolos depois de Pentecostes (cf. At 2,16-21). Deve ser alguém capaz de dar sua vida por causa do reino dos céus que se faz presente na diocese onde está inserido e atua, como o fez Jesus, o exímio bom Pastor.
O padre diocesano, discípulo-missionário a serviço do reino de Deus, não pode demonstrar seu amor a Deus e à Igreja sem traduzi-lo em amor incondicional ao povo de Deus, através do seu criativo e incansável trabalho pastoral. É chamado a ser profeta da unidade, da comunhão e da participação. O presbítero deve ser sinal da unidade na pluralidade e da diversidade da igreja local em profunda sintonia com o bispo e em comunhão com a Trindade santa.
O padre deve ser fiador do desejo de Deus, ou seja, ser uma expressão viva do “novo céu e da nova terra”, objeto a sua pregação. Portanto, a primeira missão do padre diocesano é o de fazer com que toda a igreja diocesana seja profética e missionária, mestra em anunciar o evangelho da alegria, animando a vida do mundo com a luz da palavra de Deus. Deve rezar e esmerar-se todos os dias na arte de tornar eficiente a Palavra que tem poder de mudar a face da terra, através das palavras, das decisões, do testemunho de vida e das atitudes.
Na vivência da diocesaneidade, o padre diocesano torna-se um incansável anunciador do evangelho e promotor da transformação social. Inserido na comunidade paroquial, o padre diocesano vive a integralidade do pastoreio de Jesus, o Bom Pastor e servidor de todos. É chamado a ser modelo e pai para toda a comunidade paroquial assim como Jesus fez com os discípulos. Inserido e mergulhado na diocesaneidade será profeta, evangelizador e místico, sem perder sua humanidade.
O padre deve inspirar-se e ser animado pela espiritualidade do lava-pés, na qual o maior é aquele que serve (cf. Jo 13,16). A diocesaneidade vivida em “espirito e na verdade” permite ao padre diocesano purificar-se do individualismo, do indiferentismo e do narcisismo que fere e esvazia a teologia do Concilio Vaticano II.
Cabe ainda ao presbítero diocesano abrir-se ao diálogo, aos desafios que brotam da realidade e às tremendas diferenças culturais que nos “provocam” a todo instante. Sair das bolhas sistêmicas e da zona de conforto é vital para se evangelizar. “Orai e vigiai” para não se tornar refém de partidos e/ou ideologias que dividem, fragmentam e minam a credibilidade da Igreja. Os rótulos não ajudam em nada, funcionam como antolhos. O que importa é reconhecer a dignidade do outro e ser livre para “em tudo amar e servir”.
A “coroação” do retiro aconteceu na quinta-feira (7), às 18h, na Catedral com a solene celebração dos Santos Óleos, também chamada de Missa Crismal e da Unidade, qual os padres renovam suas promessas Sacerdotais, diante do povo de Deus. Dom Canísio, acompanhado por todos os padres, presidiu a santa Missa.
“A gratidão é a memória do coração” (Antístenes). É justo e necessário agradecer ao Pe. Humberto pela solicitude em atender as demandas da nossa Diocese, com tanta generosidade, competência e alegria. Ele é um testemunho vivo de uma vocação acertada e fecunda. Agradece-se também às pessoas que atuaram na “retaguarda” para que tudo acontecesse nos conformes. Deus seja louvado.
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