Corpus Christi com procissão luminosa

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“Terra, exulta de alegria, louva teu pastor e guia com teus hinos, tua voz”! (Sequência de Corpus Christi)

“A Eucaristia faz a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia”, com essa frase Pe. Roberto J. Gottardo,SJ iniciou a Solenidade do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, que foi presidida por ele e concelebrada pelos vigários Paroquiais Pe. Marcelo P. da Costa, SJ e Pe. Ivo H. Muller, SJ, ocorrida ontem (16 de junho) às 18h na Igreja Matriz Santo Antônio em Sinop/MT.

Em sua homilia Pe. Gottardo,SJ, apresentou alguns aspectos da história da Solenidade de Corpus Christi. Em seguida, nos iluminou com sábias palavras sobre a nem sempre tranquila relação que travamos entre o corpo e a alma. Ideia problemática própria do pensamento grego, mais precisamente do filósofo Platão, cujo dualismo perdura até os dias de hoje, “salve a tua alma”; o corpo era considerado o “sepulcro da alma”. 


Para o pensamento bíblico o corpo, o espírito e a alma formam uma unidade, uma relação vital e complementar. A maioria dos milagres realizados por Jesus foi para “levantar” corpos padecentes. Na perspectiva bíblica o homem não \"tem\" um corpo, ele \"é\" um corpo espiritual. O cristianismo é a religião do corpo.  Jesus se encarnou no mundo utilizando o corpo de uma mulher, viveu aqui como um homem como nós, sofria, sentia frio, fome, cansaço, ou seja, todos os sentimentos e sensações experimentados por nós, exceto o pecado. 

Deu-nos ainda breves pinceladas sobre o Evangelho do dia (Lc 9,11b-17) mais especificamente no que Jesus falou aos apóstolos que queriam despedir a multidão com fome ocorrida no milagre da multiplicação dos pães: “Dai-lhes vós mesmos de comer\" (cf. Lc 9,13). Frase desconcertante que Jesus dirige a cada um de nós. Todos possuímos talentos, dons e habilidades específicas que, quando postos a serviço da comunidade o milagre é reeditado. 

A partilha é o nome do milagre. Não é ocioso lembrar que, vergonhosamente, no Brasil, hoje, estima-se que há mais 33 milhões pessoas famintas. De alguma forma todos nós somos famélicos de alguma coisa: sentimos fome de sentido, de felicidade, de atenção, de afeto, de justiça, de respeito, etc.; afinal, toda a nossa vida nada mais é do que uma busca contínua pela felicidade, daquilo que sacia e satisfaz a alma.  


Após o “oremos” do pós-comunhão deu-se início procissão com Jesus Eucarístico pelas ruas da cidade de Sinop. Um momento riquíssimo que faltam palavras para descrevê-lo tamanha a emoção, vibração, entusiasmo, beleza, fé, amor... Seguimos com Jesus à frente dispostos a ir ao seu encontro, Ele que é a cura, a libertação, o caminho, a verdade e a vida


Uma multidão seguia Jesus com cantos, orações próprias e reflexões concernentes a Eucaristia. O percurso da procissão foi pontilhado por cinco paradas, com temas específicos para reflexão em cada uma delas. Um momento inesquecível para guardar no coração com sentimento de amor e gratidão. O desfecho da procissão aconteceu na Igreja de modo vibrante e feliz. 


Deus seja louvado. Nossa gratidão e afeto a todas as pessoas que organizaram e participaram o evento, nos proporcionando singular experiência de Igreja. Saímos consolados e com as brasas acesas. Que possamos a cada dia aprender a louvar, a bendizer e a adorá-lo em espírito e verdade com aquela disposição inaciana: “Em tudo amar e servir, para a maior glória de Deus”. Uma multidão seguia Jesus com cantos, orações próprias e reflexões concernentes a Eucaristia. O percurso da procissão foi pontilhado por cinco paradas, com temas específicos para reflexão em cada uma delas. Um momento inesquecível para guardar no coração com sentimento de amor e gratidão. O desfecho da procissão aconteceu na Igreja de modo vibrante e feliz. 


 
 
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