Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Diante da indolência dos discípulos em relação à multidão faminta, Jesus foi incisivo: “Dá-lhes vós mesmos de comer” (cf. Mc 6,34-44). Defronte às situações dramáticas dos pobres não dá para inventar desculpas esfarrapadas para “lavar as mãos”; pior ainda, é a indiferença. O apóstolo Tiago também não amacia: “Que aproveita, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras?” (cf. 2,14).
Ao refletir sobre este profundo questionamento bíblico motivados pela Campanha da Fraternidade/2023 os membros da Pastoral Familiar (PF) se mobilizaram para realizar um gesto simples, mas cheio de sensibilidade e de compaixão. Conseguiram arrecadar alimentos através de doações para atender um punhado de famílias extremamente carentes. O resultado da iniciativa foi fantástico: 1.500 quilos de alimentos. Dez famílias dos bairros Jardim São Paulo, Daury Riva, Bom Jardim e Villa Lobos, foram agraciadas, cada qual com cerca de 150 quilos de alimentos. Ficaram emocionadas com gestos da PF.

A entrega dos alimentos foi realizada nesse domingo (26/03) pelos membros da PF junto com o pároco, Pe. Roberto J. Gottardo. É importante lembrar que o nosso querido papa Francisco, em sua carta apostólica Misericordia et misera (2016), assegura que “o caráter social da misericórdia exige que não permaneçamos inertes, mas afugentemos a indiferença e a hipocrisia para que os planos e os projetos da Igreja não fiquem letra morta” (n. 19). Que adianta dizer-se religioso/a que se permanece distante das diabruras e das cruzes dos pobres!?

O nosso santo padroeiro, Santo Antônio, escreveu: “A linguagem é viva quando falam as obras”. Essa afirmação deveria ser uma provocação constante às nossas consciências. Devemos, sim, sair dos túmulos da acomodação, da preguiça e da alienação religiosa.

Por fim, gostaríamos de registrar a nossa gratidão a cada pessoa que tornou possível esse gesto de amor ao próximo. Muito obrigado! Deus seja louvado pela extraordinária experiência de ir ao encontro daquelas famílias que padecem as agruras da injustiça social que se revela de modo escandaloso na pobreza material e moral. Foi um grande aprendizado. Muitos questionamentos permanecem vivos na memória. Senhor, dai pão a quem tem fome e fome de justiça a quem tem pão!
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Diante da indolência dos discípulos em relação à multidão faminta, Jesus foi incisivo: “Dá-lhes vós mesmos de comer” (cf. Mc 6,34-44). Defronte às situações dramáticas dos pobres não dá para inventar desculpas esfarrapadas para “lavar as mãos”; pior ainda, é a indiferença. O apóstolo Tiago também não amacia: “Que aproveita, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras?” (cf. 2,14).
Ao refletir sobre este profundo questionamento bíblico motivados pela Campanha da Fraternidade/2023 os membros da Pastoral Familiar (PF) se mobilizaram para realizar um gesto simples, mas cheio de sensibilidade e de compaixão. Conseguiram arrecadar alimentos através de doações para atender um punhado de famílias extremamente carentes. O resultado da iniciativa foi fantástico: 1.500 quilos de alimentos. Dez famílias dos bairros Jardim São Paulo, Daury Riva, Bom Jardim e Villa Lobos, foram agraciadas, cada qual com cerca de 150 quilos de alimentos. Ficaram emocionadas com gestos da PF.

A entrega dos alimentos foi realizada nesse domingo (26/03) pelos membros da PF junto com o pároco, Pe. Roberto J. Gottardo. É importante lembrar que o nosso querido papa Francisco, em sua carta apostólica Misericordia et misera (2016), assegura que “o caráter social da misericórdia exige que não permaneçamos inertes, mas afugentemos a indiferença e a hipocrisia para que os planos e os projetos da Igreja não fiquem letra morta” (n. 19). Que adianta dizer-se religioso/a que se permanece distante das diabruras e das cruzes dos pobres!?

O nosso santo padroeiro, Santo Antônio, escreveu: “A linguagem é viva quando falam as obras”. Essa afirmação deveria ser uma provocação constante às nossas consciências. Devemos, sim, sair dos túmulos da acomodação, da preguiça e da alienação religiosa.

Por fim, gostaríamos de registrar a nossa gratidão a cada pessoa que tornou possível esse gesto de amor ao próximo. Muito obrigado! Deus seja louvado pela extraordinária experiência de ir ao encontro daquelas famílias que padecem as agruras da injustiça social que se revela de modo escandaloso na pobreza material e moral. Foi um grande aprendizado. Muitos questionamentos permanecem vivos na memória. Senhor, dai pão a quem tem fome e fome de justiça a quem tem pão!
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