Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -“Não fostes vós que me escolhestes, mas eu é que vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto” (cf. Jo 15,16).
Hoje, 4 de agosto de 2022, a Igreja celebra a memória litúrgica de São João Maria Vianney (1786-1859), também conhecido como o Cura d’Ars, padroeiro dos sacerdotes, especialmente dos párocos. Em 2009 o papa Bento XVI resgatou um antigo escrito do Pe. Vianney que se refere precisamente à pessoa do sacerdote (com livres adaptações):

O sacerdote é um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina. Oh como é grande a figura do padre! Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria. Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz, Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia. Sem o sacramento da Ordem, não teríamos o Senhor vivo na Eucaristia. Quem O colocou ali naquele sacrário? O sacerdote. Quem acolheu a vossa alma no primeiro momento do ingresso na vida? O sacerdote. Quem a alimenta para lhe dar a força de realizar a sua peregrinação? O sacerdote. Quem a há de preparar para comparecer diante de Deus, lavando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote. E se esta alma chega a morrer (pelo pecado), quem a animará, quem lhe restituirá a serenidade e a paz? O sacerdote. Se compreendêssemos bem o que um sacerdote representa sobre a Terra, morreríamos: não de susto, mas de amor. Sem a pessoa do sacerdote, a morte e a paixão de Nosso Senhor não teria servido para nada. Através da pessoa do sacerdote a obra da Redenção sobre a Terra continua. Que aproveitaria termos uma casa cheia de ouro, se não houvesse ninguém para nos abrir a porta? Ao sacerdote foi confiada a chave dos tesouros celestes: é ele quem abre a porta; é o ecônomo do bom Deus; o administrador dos bens eternos. Deixai uma paróquia durante vinte anos sem sacerdote, e lá adorar-se-ão as bestas. O sacerdote não é sacerdote para si mesmo, o é para Deus e para servir o povo de Deus.
Os sacerdotes não são sacerdotes porque são melhores e mais virtuosos que outros batizados, mas porque escolhidos pelo Senhor para uma missão específica: testemunhar e anunciar o Evangelho. Sobre a vida sacerdotal, diz-nos o Papa Francisco: “A vida sacerdotal não é um escritório burocrático ou um conjunto de práticas religiosas ou litúrgicas para atender. Ser sacerdote significa arriscar a vida pelo Senhor e pelos irmãos, carregando na própria carne as alegrias e angústias do povo, dedicando tempo e escuta para curar as feridas dos outros, oferecendo a todos a ternura do Pai”.

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“Não fostes vós que me escolhestes, mas eu é que vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto” (cf. Jo 15,16).
Hoje, 4 de agosto de 2022, a Igreja celebra a memória litúrgica de São João Maria Vianney (1786-1859), também conhecido como o Cura d’Ars, padroeiro dos sacerdotes, especialmente dos párocos. Em 2009 o papa Bento XVI resgatou um antigo escrito do Pe. Vianney que se refere precisamente à pessoa do sacerdote (com livres adaptações):

O sacerdote é um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina. Oh como é grande a figura do padre!
Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria.
Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz, Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia.
Sem o sacramento da Ordem, não teríamos o Senhor vivo na Eucaristia.
Quem O colocou ali naquele sacrário? O sacerdote.
Quem acolheu a vossa alma no primeiro momento do ingresso na vida? O sacerdote.
Quem a alimenta para lhe dar a força de realizar a sua peregrinação? O sacerdote.
Quem a há de preparar para comparecer diante de Deus, lavando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote.
E se esta alma chega a morrer (pelo pecado), quem a animará, quem lhe restituirá a serenidade e a paz? O sacerdote.
Se compreendêssemos bem o que um sacerdote representa sobre a Terra, morreríamos: não de susto, mas de amor.
Sem a pessoa do sacerdote, a morte e a paixão de Nosso Senhor não teria servido para nada.
Através da pessoa do sacerdote a obra da Redenção sobre a Terra continua.
Que aproveitaria termos uma casa cheia de ouro, se não houvesse ninguém para nos abrir a porta?
Ao sacerdote foi confiada a chave dos tesouros celestes: é ele quem abre a porta; é o ecônomo do bom Deus; o administrador dos bens eternos.
Deixai uma paróquia durante vinte anos sem sacerdote, e lá adorar-se-ão as bestas.
O sacerdote não é sacerdote para si mesmo, o é para Deus e para servir o povo de Deus.
Os sacerdotes não são sacerdotes porque são melhores e mais virtuosos que outros batizados, mas porque escolhidos pelo Senhor para uma missão específica: testemunhar e anunciar o Evangelho. Sobre a vida sacerdotal, diz-nos o Papa Francisco: “A vida sacerdotal não é um escritório burocrático ou um conjunto de práticas religiosas ou litúrgicas para atender. Ser sacerdote significa arriscar a vida pelo Senhor e pelos irmãos, carregando na própria carne as alegrias e angústias do povo, dedicando tempo e escuta para curar as feridas dos outros, oferecendo a todos a ternura do Pai”.

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