Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Estamos na Semana Santa, tempo de graça e de salvação. A Igreja nos convida a mergulharmos na espiritualidade do mistério pascal do Senhor. Para favorecer o máximo de “proveito espiritual” aos fiéis a Paróquia Santo Antônio ofereceu na noite da última quarta-feira (27) a Celebração da Misericórdia, inserida dentro do contexto maior do “Mutirão de Confissões” que envolveu todos padres da Forania de Sinop, incluindo a participação de Dom Canísio Klaus.
A celebração foi mais uma oportunidade para enfatizar e lembrar a todos do programa da Quaresma e do horizonte de todo batizado: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (cf. Mc 1,15). É Jesus quem dirige a palavra de perdão, toma-nos pela mão e deseja que nos tornemos novas criaturas.

A celebração foi conduzida por Pe. Roberto J. Gottardo, SJ, que fez a sua reflexão voltada para a prática da reconciliação. Após a assembleia ter ouvido as leituras do Evangelho de Mt 18,21-35 e do profeta Oseias 6,1-6, o padre refletiu: “Se temos sérias dificuldades para perdoar é porque amamos pouco e nossa vida espiritual está anêmica. A tendência de justificar os nossos pecados e as nossas imperfeições está no DNA, começou com Adão e Eva. No entanto, sem conversão, sem compaixão, sem perdão e sem empatia não há salvação possível”.

Pe. Roberto afirmou ainda que “ser absolvido por Deus, ainda que imerecidamente, significa fazer a experiência de ser amado, de ser acolhido, de ter a consciência que Deus olha além do que se fez, pensou e verbalizou. Receber o perdão implica em reconhecer que, não obstante os pecados que cometemos, não perdemos a dignidade diante de Deus. Devemos cultivar a virtude da humildade para aceitar que Deus nos ama apesar das nossas mazelas e fragilidades. Quando um homem/mulher toma consciência do quanto Deus o/a ama se transfigura e muda de vida.

Após oferecer elementos para um exame de consciência, à luz de alguns textos do Papa Francisco que entre outras “pérolas” diz: “Quem ousa afirmar que não tem pecado, ou é mentiroso ou é cego”, foi realizada uma dinâmica que mobilizou toda a assembleia. Todos se levantaram e foram orientados a se dirigirem a um dos dez recipientes contendo lama para se sujar levemente de lama (lembras-te que és pó”, Gn 3,19). Em seguida, todos foram animados a procurarem uma pessoa “desconhecida” para efetuar a limpeza (lama = pecados) com folha toalha umedecida. Uma experiência maravilhosa e inesquecível. Deus nos ama e quer ver-nos livres de todas as amarras e correntes que nos mantém cativos do pecado e da cultura da morte.

Por fim, Pe. Gottardo convidou os fiéis a lerem a belíssima mensagem/oração:
“Senhor, que minha vida seja digna da tua presença. Que minha alma possa aparecer diante de ti como um filho que volta ao lar.Senhor, torna-me grande como o Sol, para que eu possa ver-te e encontrar-te em todas as coisas. Torna-me puro e belo como a lua, para que eu te possa rezar em mim; Torna-me claro como o dia para que eu te possa vê-lo sempre em mim, rezar-te e adorar-te.Senhor, protege-me e ampara-me. Dá-me a graça para que eu me sinta teu.Senhor, livra-me de mim” (F. Pessoa, com livres adaptações).

Feliz e santa Páscoa para todos!
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Estamos na Semana Santa, tempo de graça e de salvação. A Igreja nos convida a mergulharmos na espiritualidade do mistério pascal do Senhor. Para favorecer o máximo de “proveito espiritual” aos fiéis a Paróquia Santo Antônio ofereceu na noite da última quarta-feira (27) a Celebração da Misericórdia, inserida dentro do contexto maior do “Mutirão de Confissões” que envolveu todos padres da Forania de Sinop, incluindo a participação de Dom Canísio Klaus.
A celebração foi mais uma oportunidade para enfatizar e lembrar a todos do programa da Quaresma e do horizonte de todo batizado: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (cf. Mc 1,15). É Jesus quem dirige a palavra de perdão, toma-nos pela mão e deseja que nos tornemos novas criaturas.

A celebração foi conduzida por Pe. Roberto J. Gottardo, SJ, que fez a sua reflexão voltada para a prática da reconciliação. Após a assembleia ter ouvido as leituras do Evangelho de Mt 18,21-35 e do profeta Oseias 6,1-6, o padre refletiu: “Se temos sérias dificuldades para perdoar é porque amamos pouco e nossa vida espiritual está anêmica. A tendência de justificar os nossos pecados e as nossas imperfeições está no DNA, começou com Adão e Eva. No entanto, sem conversão, sem compaixão, sem perdão e sem empatia não há salvação possível”.

Pe. Roberto afirmou ainda que “ser absolvido por Deus, ainda que imerecidamente, significa fazer a experiência de ser amado, de ser acolhido, de ter a consciência que Deus olha além do que se fez, pensou e verbalizou. Receber o perdão implica em reconhecer que, não obstante os pecados que cometemos, não perdemos a dignidade diante de Deus. Devemos cultivar a virtude da humildade para aceitar que Deus nos ama apesar das nossas mazelas e fragilidades. Quando um homem/mulher toma consciência do quanto Deus o/a ama se transfigura e muda de vida.

Após oferecer elementos para um exame de consciência, à luz de alguns textos do Papa Francisco que entre outras “pérolas” diz: “Quem ousa afirmar que não tem pecado, ou é mentiroso ou é cego”, foi realizada uma dinâmica que mobilizou toda a assembleia. Todos se levantaram e foram orientados a se dirigirem a um dos dez recipientes contendo lama para se sujar levemente de lama (lembras-te que és pó”, Gn 3,19). Em seguida, todos foram animados a procurarem uma pessoa “desconhecida” para efetuar a limpeza (lama = pecados) com folha toalha umedecida. Uma experiência maravilhosa e inesquecível. Deus nos ama e quer ver-nos livres de todas as amarras e correntes que nos mantém cativos do pecado e da cultura da morte.

Por fim, Pe. Gottardo convidou os fiéis a lerem a belíssima mensagem/oração:
“Senhor, que minha vida seja digna da tua presença.
Que minha alma possa aparecer diante de ti como um filho que volta ao lar.
Senhor, torna-me grande como o Sol, para que eu possa ver-te e encontrar-te em todas as coisas.
Torna-me puro e belo como a lua, para que eu te possa rezar em mim;
Torna-me claro como o dia para que eu te possa vê-lo sempre em mim, rezar-te e adorar-te.
Senhor, protege-me e ampara-me.
Dá-me a graça para que eu me sinta teu.
Senhor, livra-me de mim” (F. Pessoa, com livres adaptações).

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