Encontro com equipes da liturgia

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Ontem, 31 de maio de 2022, aconteceu importante encontro com as equipes de liturgia das comunidades da Matriz Santo Antônio, Todos os Santos e Nossa Senhora de Lourdes para alinhar procedimentos e definir responsabilidades, especialmente, para as celebrações de Corpus Christi e do nosso padroeiro Santo Antônio que se avizinham. E como foi bom! A reunião foi preparada e conduzida pela coordenadora da liturgia da matriz, Marcela Zocolaro. 

A liturgia celebrada em qualquer comunidade eclesial revela muita coisa. É uma espécie de termômetro para medir a vitalidade de uma igreja porque é o lugar onde pulsa a força do Espírito, o engajamento na vida pastoral e o espírito de comunhão fraterna. Uma liturgia improvisada e confusa é um triste espetáculo, sinal de desleixo para com as coisas de Deus e indica anemia espiritual. Por isso, esmerar-se no preparo, avaliar e refletir deveria ser uma prática quotidiana e prioritária.     

Via de regra, quando ouvimos falar em liturgia lembramo-nos de rubricas, de normas de celebrações, manuseio de objetos sagrados (alfaias), coisas ligadas à sacristia. Mas, com certeza, essas noções são superficiais e incompletas, porque a liturgia é algo muito mais profundo e rico para a vida dos cristãos: através da liturgia temos acesso a alma da Igreja e ao coração de Deus.

O importante documento do Concilio Vaticano II, a Constituição Sacrosanctum Concilium (cf. 10), foi enfático: “A liturgia é o cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, é a fonte de onde emana toda sua força, pois os trabalhos apostólicos se ordenam a isso: que todos, feitos pela fé e pelo batismo dos filhos de Deus, juntos se reúnam, louvem a Deus no meio da Igreja, participem do sacrifício e comam a ceia do Senhor”. Que afirmação preciosa! 

É importante lembrar que a liturgia tem duas dimensões: glorificação de Deus e santificação da comunidade/assembleia reunida. Exigem-se e se complementam. Enquanto glorificamos a Deus, nós nos santificamos. A liturgia deve sempre nos levar a uma maior aproximação com Deus, o que sempre nos levará a uma atitude de conversão e de mudança de vida. Deus age, mas precisamos nos mexer. 

A liturgia enseja fazer a glória de Deus brilhar. Por isso, a elegância, o cuidado com os detalhes e o entranhado amor para com as coisas de Deus são indispensáveis para a experiência transformadora com Aquele que “faz novas todas as coisas” (cf. Ap 21,5). Seria lamentável que ao sairmos de uma celebração ficássemos com a sensação de vazio, de mesmice e de desperdício de tempo. O condão da liturgia é afervorar os fiéis e levá-los a se comprometer com Cristo, servindo a comunidade com ânimo e alegria. Tudo para a maior glória de Deus.

 
 
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