Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -No Sábado (12), das 13 às 17h, Pe. Roberto J. Gottardo,SJ, juntamente com a coordenadora da catequese da Paróquia Santo Antônio de Sinop, senhora Soeli Siaska, estiveram na paróquia Nossa Senhora da Glória (Cláudia/MT) para oferecer formação litúrgica para agentes de pastoral a convite do pároco, Pe. Elói Lourenço da Silva.
O eixo do estudo teve como pressuposto o evangelho de João (cf. 20,19-31) no qual o apóstolo Tomé, por não estar presente no momento da aparição do Ressuscitado não experimentou o que os demais apóstolos experimentaram, viram e tocaram, disse: “Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos dele, e não tocar ali com o meu dedo, e também se não puser a minha mão no lado dele, não acreditarei!”. Tomé encarna o perfil da quem procura fazer experiência indubitável de Deus, e não apenas do ouvir dizer (catequese).
Pe. Roberto falou que o essencial para a nossa fé é a experiência com o Deus vivo, não a partir de ideias e/ou teorias sobre a divindade. Quando participamos da Eucaristia, por exemplo, devemos fazê-lo para alimentar uma relação de amor, e não apenas para cumprir um preceito. As nossas liturgias não devem falar-nos de Deus, devem fazer-nos sentir, tocar, experimentar Deus, por isso, os cantos, a participação, os gestos, as leituras, tudo se torna sinal eficaz da graça de Deus à medida que nos põe em contato com Deus.

Deixou alguns questionamentos, tais como: as nossas liturgias estão efetivamente fazendo arder os nossos corações (cf. Lc 24,32) ou simplesmente são encontros enfadonhos, entediantes e chatos (com leituras malfeitas, cânticos fora do contexto litúrgico e mal executados, ruídos, deselegância, improviso, etc.)? Estamos investindo tempo e recursos para bem preparar a liturgia? Lembrou que “o tempo é finito e deve ser aproveitado com sabedoria. Priorize o que importa”. Para os cristãos a prioridade é Mt 6,33: “Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e tudo o mais vos será acrescentado”.

Continuou Pe. Gottardo dizendo que Deus é fonte de alegria e é o segredo do mistério celebrado. Quando não fazemos as coisas com alegria elas se tornam pesadas, sacrifícios insuportáveis. A alegria deve ser a característica do seguidor de Jesus, de toda pessoa apaixonada. E deixou outro questionamento para eles refletirem: se alguém, estranho a nossa religião, se apresentasse para participar das nossas celebrações, que tipo de gente encontraria? Ver-se-ia alegria estampada no rosto das pessoas? Encontraria celebrações cheias de vida e de leveza do Espírito? Lembrou da instigante provocação do pensador, Nietzsche: "Cristãos, mostrem-me sua alegria e eu acreditarei em vocês".

E conclui dizendo que, em termos litúrgicos, a regra inspiradora básica deve ser: “Exorto-vos, irmãos, pela misericórdia de Deus, a que ofereçais os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: este é vosso culto espiritual. E não vos conformeis com os esquemas deste mundo...” (cf. Rom 12,1-2). Não nos conformarmos com os esquemas deste mundo significa em última análise, buscar viver a fé à luz das Bem-aventuranças (cf. Mt 5,1-12), combater os falsos ídolos/profetas e o mundanismo, denunciar as injustiças e viver a fé com alegria, criatividade e valorizar a comunidade cristã, como escola de santidade.

Era visível no rosto de todos os participantes a alegria, a satisfação e a gratidão pela formação. Realmente, foi uma tarde agradável, alegre e de muito aprendizado. Deus seja louvado!
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No Sábado (12), das 13 às 17h, Pe. Roberto J. Gottardo,SJ, juntamente com a coordenadora da catequese da Paróquia Santo Antônio de Sinop, senhora Soeli Siaska, estiveram na paróquia Nossa Senhora da Glória (Cláudia/MT) para oferecer formação litúrgica para agentes de pastoral a convite do pároco, Pe. Elói Lourenço da Silva.
O eixo do estudo teve como pressuposto o evangelho de João (cf. 20,19-31) no qual o apóstolo Tomé, por não estar presente no momento da aparição do Ressuscitado não experimentou o que os demais apóstolos experimentaram, viram e tocaram, disse: “Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos dele, e não tocar ali com o meu dedo, e também se não puser a minha mão no lado dele, não acreditarei!”. Tomé encarna o perfil da quem procura fazer experiência indubitável de Deus, e não apenas do ouvir dizer (catequese).
Pe. Roberto falou que o essencial para a nossa fé é a experiência com o Deus vivo, não a partir de ideias e/ou teorias sobre a divindade. Quando participamos da Eucaristia, por exemplo, devemos fazê-lo para alimentar uma relação de amor, e não apenas para cumprir um preceito. As nossas liturgias não devem falar-nos de Deus, devem fazer-nos sentir, tocar, experimentar Deus, por isso, os cantos, a participação, os gestos, as leituras, tudo se torna sinal eficaz da graça de Deus à medida que nos põe em contato com Deus.

Deixou alguns questionamentos, tais como: as nossas liturgias estão efetivamente fazendo arder os nossos corações (cf. Lc 24,32) ou simplesmente são encontros enfadonhos, entediantes e chatos (com leituras malfeitas, cânticos fora do contexto litúrgico e mal executados, ruídos, deselegância, improviso, etc.)? Estamos investindo tempo e recursos para bem preparar a liturgia? Lembrou que “o tempo é finito e deve ser aproveitado com sabedoria. Priorize o que importa”. Para os cristãos a prioridade é Mt 6,33: “Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e tudo o mais vos será acrescentado”.

Continuou Pe. Gottardo dizendo que Deus é fonte de alegria e é o segredo do mistério celebrado. Quando não fazemos as coisas com alegria elas se tornam pesadas, sacrifícios insuportáveis. A alegria deve ser a característica do seguidor de Jesus, de toda pessoa apaixonada. E deixou outro questionamento para eles refletirem: se alguém, estranho a nossa religião, se apresentasse para participar das nossas celebrações, que tipo de gente encontraria? Ver-se-ia alegria estampada no rosto das pessoas? Encontraria celebrações cheias de vida e de leveza do Espírito? Lembrou da instigante provocação do pensador, Nietzsche: "Cristãos, mostrem-me sua alegria e eu acreditarei em vocês".

E conclui dizendo que, em termos litúrgicos, a regra inspiradora básica deve ser: “Exorto-vos, irmãos, pela misericórdia de Deus, a que ofereçais os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: este é vosso culto espiritual. E não vos conformeis com os esquemas deste mundo...” (cf. Rom 12,1-2). Não nos conformarmos com os esquemas deste mundo significa em última análise, buscar viver a fé à luz das Bem-aventuranças (cf. Mt 5,1-12), combater os falsos ídolos/profetas e o mundanismo, denunciar as injustiças e viver a fé com alegria, criatividade e valorizar a comunidade cristã, como escola de santidade.

Era visível no rosto de todos os participantes a alegria, a satisfação e a gratidão pela formação. Realmente, foi uma tarde agradável, alegre e de muito aprendizado. Deus seja louvado!
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