Formação para MESCEs que celebram Exéquias

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Percebemos, mesmo que a passos lentos e algumas resistências dos mais conservadores, algumas importantes mudanças ocorridas na Igreja. Neste sentiddestacamos o importante trabalho realizado pelos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística (MESCEs) da Paróquia Santo Antônio, na celebração das Exéquias realizada por eles.

Objetivando qualificá-los ainda mais, os coordenadores dos MESCEs, Leandro e Amélia Canônico, juntamente com pároco, resolveram oferecer momentos de formação para que as celebrações das exéquias possam ganhar em termos de espiritualidade e de qualidade naquele momento tão delicado e difícil das famílias que participam da “despedida” do ente querido. Coube ao Pe. Roberto J. Gottardo,SJ, ministrar na noite de ontem (15), na Sala Santa Maria na Comunidade Santo Antônio, a primeira parte da referida formação aos ministros interessados em aprender a fazer esse trabalho como também àqueles que já estão na “ativa”, em vista de um maior aperfeiçoamento.

A formação oferecida por Pe. Roberto se deu a partir da reflexão do evangelho de Lc 20,27-40 que aborda A controvérsia sobre a Ressurreição envolvendo Jesus e os Saduceus. Foi uma formação altamente esclarecedora que serviu para abrir a nossa mente e fortalecer ainda mais  a fé e o desejo de servir a comunidade. Transcrevo aqui alguns importantes tópicos da formação pela importância e a relevância do assunto que interessa a todos nós.


Na época de Jesus, poucos acreditavam em vida após a morte e/ou na ressurreição. Isso nos ajuda a compreender porque a ressurreição foi algo inédito, imprevisível e tão indigesto para os próprios apóstolos (cf. Mc 9,32). Jesus afirma: “Ele não é Deus de mortos, mas dos vivos”. São palavras que projetam nova luz sobre a ressurreição. Às vezes, nós também somos tomados pelo ceticismo e nos preocupados deveras: “Haverá ressurreição? Há vida após a morte? Será que vamos encontrar nossos entes queridos?”, e perdemos de vista o fato de que a vida e a ressurreição já acontecem no aqui e agora quando amamos.

Jesus compara a morte a um grão de trigo, o que parece ser um fim é, ao contrário, sua plena realização, pois a semente diz: "vou morrer" e, ao contrário, a realidade diz: "Estás se tornando a planta que és", assim acontece com a morte. Quando se ama alguém de verdade deseja-se que o outro não morra". “Amar alguém é dizer-lhe: Tu não morrerás jamais!” (Gabriel Marcel). Deus amou essas criaturas porque elas o serviram, como ele pode não as querer com ele para sempre? Quando amamos uma pessoa desejamos estar com ela para sempre. Deus que ama seus filhos/as quer estar com eles para sempre. Por isso, ressuscitaremos para estarmos com Ele para sempre.  


Deus é Vida e vida em abundancia (cf. Jo 10,10), não discursos e/ou belas teorias. Deus é uma questão de paixão e de sedução (cf. Jer 20,7) e não de cálculos cerebrais: ou a gente se joga e permite que Ele entre na vida e a transforme por dentro ou não se sabe nada sobre Ele. Importa viver com intensidade e fecundidade, na alegria de “em tudo amar e servir”.

 
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