Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Na Quinta-feira Santa a Igreja celebra a missa do primeiro dia do Tríduo Pascal, celebração esta que faz memória da Última Ceia de Jesus com seus discípulos. Celebra-se, com profunda gratidão e alegria, a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial, e o anúncio do novo mandamento: “Que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros” (cf. Jo,13-34).
Nessa celebração se realiza o rito do Lava-pés (cf. Jo 13,1-17) simbolizando a humildade e a necessidade do “abaixar-se” para servir e pôr-se no caminho da Páscoa. No Evangelho de João, Jesus realiza essa ação para mostrar aos seus discípulos que a verdadeira felicidade está na nossa capacidade de “em tudo amar e servir” sem esperar recompensas: "Compreendeis o que acabo de fazer? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz".

Na comunidade da Matriz a missa foi presidida pelo pároco, Pe. Roberto J. Gottardo, SJ. O evangelho foi encenado e surpreendendo a todos, Pe. Roberto lavou os pés de algumas pessoas aleatoriamente da assembleia, em sua homilia destacou a importância de servir, citando a frase do místico indiano Tagore: “Adormeci e sonhei que a vida era alegria; despertei e vi que a vida era serviço; servi e vi que o serviço era uma alegria”. E continuou dizendo, Deus que nos dá tudo serve e segundo Gabriela Mistral o nome de Deus é “Aquele que Serve” e o nome daquela que se tornou a mãe do Senhor, Maria, é a “Serva do Senhor”. Jesus tem sempre os olhos fixos em nossas mãos e diariamente pergunta-nos: “Serviste hoje?”.

Jesus opera uma revolução no modo de se viver a religião, por isso foi perseguido e condenado. Antes dele os religiosos entendiam que para alguém ser merecedor do amor de Deus deveria se submeter ao rito de purificação, mas para Jesus a pessoa se torna pura e digna do amor de Deus à medida que acolhe o amor em seu coração, ou seja, é Deus que vem nos lavar e purificar. Importa, pois, deixar-se amar por Ele. Antes a religião nos ensinava aquilo que deveríamos fazer para agradar a Deus, com Jesus a fé se expressa celebrando aquilo que Deus fez e faz por nós. Ele nos ama, tornando-se nosso servidor. Em suma a magna lição do Lava-pés deveria ser um estilo de vida e não uma evocação litúrgica anual. Jesus deixa caro que na “política” do Reino de Deus, maior é quem se abaixa e serve.

Ao final da celebração, realizou-se a Transladação do Santíssimo Sacramento em procissão até a Sala Santa Maria devidamente ornada, onde Pe. Roberto depositou o Cibório no tabernáculo, permanecendo em atitude reverencial e orante por alguns minutos. A Vigília Eucarística permaneceu até às 14h30 da Sexta-feira Santa, com representações das Pastorais e Movimentos da comunidade se alternando. “Jesus sofre com todas as criaturas que sofrem no universo” (J. de Norwich).


Comunidade Nossa Senhora de Lourdes
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Na Quinta-feira Santa a Igreja celebra a missa do primeiro dia do Tríduo Pascal, celebração esta que faz memória da Última Ceia de Jesus com seus discípulos. Celebra-se, com profunda gratidão e alegria, a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial, e o anúncio do novo mandamento: “Que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros” (cf. Jo,13-34).
Nessa celebração se realiza o rito do Lava-pés (cf. Jo 13,1-17) simbolizando a humildade e a necessidade do “abaixar-se” para servir e pôr-se no caminho da Páscoa. No Evangelho de João, Jesus realiza essa ação para mostrar aos seus discípulos que a verdadeira felicidade está na nossa capacidade de “em tudo amar e servir” sem esperar recompensas: "Compreendeis o que acabo de fazer? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz".

Na comunidade da Matriz a missa foi presidida pelo pároco, Pe. Roberto J. Gottardo, SJ. O evangelho foi encenado e surpreendendo a todos, Pe. Roberto lavou os pés de algumas pessoas aleatoriamente da assembleia, em sua homilia destacou a importância de servir, citando a frase do místico indiano Tagore: “Adormeci e sonhei que a vida era alegria; despertei e vi que a vida era serviço; servi e vi que o serviço era uma alegria”. E continuou dizendo, Deus que nos dá tudo serve e segundo Gabriela Mistral o nome de Deus é “Aquele que Serve” e o nome daquela que se tornou a mãe do Senhor, Maria, é a “Serva do Senhor”. Jesus tem sempre os olhos fixos em nossas mãos e diariamente pergunta-nos: “Serviste hoje?”.

Jesus opera uma revolução no modo de se viver a religião, por isso foi perseguido e condenado. Antes dele os religiosos entendiam que para alguém ser merecedor do amor de Deus deveria se submeter ao rito de purificação, mas para Jesus a pessoa se torna pura e digna do amor de Deus à medida que acolhe o amor em seu coração, ou seja, é Deus que vem nos lavar e purificar. Importa, pois, deixar-se amar por Ele. Antes a religião nos ensinava aquilo que deveríamos fazer para agradar a Deus, com Jesus a fé se expressa celebrando aquilo que Deus fez e faz por nós. Ele nos ama, tornando-se nosso servidor. Em suma a magna lição do Lava-pés deveria ser um estilo de vida e não uma evocação litúrgica anual. Jesus deixa caro que na “política” do Reino de Deus, maior é quem se abaixa e serve.

Ao final da celebração, realizou-se a Transladação do Santíssimo Sacramento em procissão até a Sala Santa Maria devidamente ornada, onde Pe. Roberto depositou o Cibório no tabernáculo, permanecendo em atitude reverencial e orante por alguns minutos. A Vigília Eucarística permaneceu até às 14h30 da Sexta-feira Santa, com representações das Pastorais e Movimentos da comunidade se alternando. “Jesus sofre com todas as criaturas que sofrem no universo” (J. de Norwich).



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