Sétimo dia do irmão e amigo, Senhor Isaltino

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No último sábado (13), na Igreja Todos os Santos, às 19h30, foi celebrado o dom da Eucaristia e de um modo particular a missa de 7º dia para fazer memória de uma pessoa muito querida e especial, o senhor Isaltino Carlos de Almeida. Sua presença marcante nas celebrações e voz única e inconfundível quer na participação ativa na vida da igreja quer na vida em sociedade cavou sulcos profundos na terra de Sinop. Ele estará sempre vivo na nossa memória. 

Pe. Roberto J. Gottardo, SJ, presidiu a celebração e em sua homilia utilizou a frase do Evangelho em que Jesus fala aos apóstolos momentos antes de ser traído por Judas, sentindo a desolação e tristeza que se apoderou de todos naquele momento pressentindo a partida do querido amigo e mestre: “Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós” (cf. Jo 14,18). Jesus os consola prometendo o envio do Consolador, o Espírito Santo. No início do discurso da despedida Jesus disse: “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também” (cf. Jo 14,1). 


A partir da inspiradora frase evangélica, Padre Roberto, fez algumas oportunas colocações sobre a experiência da “saudade” que todos fazem ao “perder” entes queridos. Ousou afirmar: como é bom, pelo menos para aqueles/as que ficam para contar a história, partir e deixar saudades. Afinal "morrer é ser esquecido: enquanto alguém lembrar de você, você continua vivo" (Mário S. Cortella). 


Ao citar Rubem Alves, destacou várias “pérolas” sobre as realidades profundas que a saudade evoca especialmente para quem faz a duríssima experiência da morte e do luto, de alguém que partiu de modo imprevisto e ex-abrupto, como foi o caso do nosso amigo, Isaltino: “Saudade é um buraco dolorido na alma. É a presença de uma ausência. A gente sabe que alguma coisa está faltando. Um pedaço nos foi arrancado. Por onde quer que a gente vá, ela, a saudade, vai também. Tudo nos faz lembrar a pessoa querida. A saudade se parece muito com a fome. A fome também é um vazio. O corpo sabe que alguma coisa está faltando. A fome é saudade do corpo. A saudade é a fome da alma”. 


Porém, Deus nos socorre e nos consola: “Deus existe para tranquilizar a saudade” e suavizar a dor. “Aquilo que a memória ama permanece eterno” (Adélia Prado). E concluiu afirmando alto e bom tom a saudade é coisa humana e divina, mas a tristeza nos deprime. A saudade atesta que algo de importante faz falta e lateja na alma.


No final da celebração os familiares prepararam uma carinhosa e merecida homenagem ao saudoso senhor Isaltino. Logo em seguida, as MÃES presentes na celebração foram convidadas a se colocarem em frente ao presbitério para receber uma bênção especial pelo dia dedicado a elas com a distribuição de uma lembrancinha a todas.



 
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