Sexta-Feira da Paixão do Senhor Jesus

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A Celebração da Sexta-Feira Santa (29), ocorrida às 15h, nas três comunidades da Paróquia Santo Antônio, foi realizada numa atmosfera de profundo respeito, oração e reverência. Pe. Roberto J. Gottardo,SJ, iniciou a sua reflexão na Comunidade Todos os Santos, afirmando: “hoje, a Igreja se despoja das solenes vestes litúrgicas e torna-se silenciosa e penitente, participando do macabro espetáculo da Paixão do Senhor no qual o Filho de Deus entrega a própria vida por amor. Todo palavrório sobre o evento parece soar inútil e em vão. Resta-nos apenas pôr-nos de joelhos e rezar: “Deus grande, Deus forte, Deus imortal, tenha piedade de nós e do mundo inteiro!”. É um dia para se contemplar Deus pendurado na cruz, nu, ensanguentado, horrível, como o último e definitivo “sim” ao mundo que lhe rejeitou”.


Os suplícios do senhor no Calvário revelam Jesus precisamente o cordeiro de Deus que segue para o matadouro. Sobre o terrível madeiro que carrega recai toda a carga do ódio, do ressentimento e das frustrações humanas. Deus depositou na Cruz de Jesus todo o peso dos nossos pecados, todas as injustiças perpetradas por cada Caim contra o seu irmão, toda a amargura da traição de Judas e da negação de Pedro, toda a vaidade e prepotência dos valentões deste mundo, toda a arrogância dos falsos amigos, toda a ignorância do povaréu manipulado, a astúcia das lideranças corruptas, e toda as imundícies que se aninham no coração humano, como também as nossas mesquinharias, o nosso egoísmo, as nossas vaidades e o nosso orgulho. Realmente, o peso da cruz do Senhor era - e continua sendo - insuportável. 



Ao se referir sobre a Cruz, Pe. Gottardo,SJ, afirmou: toda as monstruosidades que o ser humano protagoniza está estampada na cruz, mas também é na cruz que vemos brilhar a misericórdia de Deus que não nos trata segundo os nossos pecados. E diante da pavorosa vitória das trevas o padre encorajou a todos dizendo: ”não desanimemos nem depomos as nossas responsabilidades: “O Sol há de brilhar mais uma vez, a luz há de chegar aos corações. Do mal será queimada a semente e o amor será eterno novamente” (cf. Nelson Cavaquinho). Por fim, todos juntos, recordemos os doentes, recordemos todas as pessoas abandonadas sob o peso da Cruz, para que na prova da Cruz encontrem a força da esperança da ressurreição e do amor de Deus. Sabemos que as experiências de cruz/sofrimento são inevitáveis, mas à luz do evento Pascal devem ser encaradas como uma travessia e/ou passagem à alegria da ressurreição”. E arrematou: “Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses” (Rubem Alves).

   

Foi realizada a adoração com o tradicional beijo na cruz, com muita devoção e contrição. Em seguida a assembleia foi convidada a se deslocar para fora da Igreja para participar da caminhada com o Senhor Morto. O percurso foi pontilhado com cantos apropriados, orações e textos relativos às Sete Palavras pronunciados por Nosso Senhor, na cruz. Ao retornar à Igreja, os fiéis foram convidados a permanecer para a Vigília do Senhor Morto. Cantemos com feliz esperança: “Vitória, tu reinarás. Ó cruz, tu nos salvarás”. 







 
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