Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -“Aos vivos, deve-se o respeito. Aos mortos, apenas a verdade” (Voltaire).
Ontem, domingo (29), dia que a Igreja celebrou a solenidade da Ascensão do Senhor, aconteceu importante evento na Catedral Sagrado Coração de Jesus da Diocese de Sinop (MT), o translado dos restos mortais do primeiro bispo da Diocese, Dom Henrique Froehlich,SJ (+ 2003).
É importante registrar a presença de familiares de Dom Henrique que vieram de Santa Cruz do Sul (RS) para participar deste momento histórico. Em vida Dom Henrique havia manifestado o desejo de ser sepultado na terra onde trabalhou incansavelmente e gastou a vida no serviço ao Reino de Deus. Por isso, seus restos mortais foram transladados para a cripta da Catedral Sagrado Coração de Jesus, o coração da cidade de Sinop.
Na sexta-feira (27), acompanhados pelo pároco da Catedral, Pe. Conzen, os familiares do Dom Henrique (9) estiveram conosco, para conhecer in locus a igreja de Santo Antônio e a dependências da casa paroquial, incluindo o quarto onde o prelado se recolhia para descansar das duras pelejas do serviço evangelizador, antes de ser construída a Mitra. Tiveram o prazer se sentar na mesma poltrona que Dom Henrique, certamente, usava para rezar, ler e sonhar com o advento de “um novo céu e de uma nova terra” (cf. Ap 21,1). E como ficaram contentes!
A celebração solene da Eucaristia foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Canísio Klaus e concelebrada pelo bispo emérito, dom Gentil Delazari e por quinze padres. Havia delegações de muitas paróquias da vastíssima Diocese (vale lembrar que as dimensões territoriais da Diocese de Sinop aproxima-se daquela do Estado do Paraná) e notável participação de fiéis. Uma experiência de lídima alegria no Senhor (é oportuno lembrar que Froehlich, em alemão, significa alegria). Ele nasceu em Cerro Alegre (Santa Cruz do Sul - RS).
A missa foi precedida por um cortejo com os restos mortais de Dom Henrique. Encimada num caminhão do Corpo de Bombeiros a urna percorreu ruas da cidade, parando por um minuto em frente da igreja Matriz de Santo Antônio (em silêncio), uma espécie de reverência à pessoa de Dom Henrique que residiu e viveu por vários anos, na residência Pe. João Salarini,SJ.
Na pregação, Dom Klaus, enfatizou a máxima evangélica do dia: “Vós sereis minhas testemunhas” (cf. Lc 24,48), fazendo eco à proposta litúrgica da Ascensão do Senhor. Neste sentido, fez várias aplicações ao extraordinário testemunho evangélico de Dom Henrique por essas terras que se autocompreendia como o “Bispo da floresta”. Ele jamais se contentou com uma religião alienante e dispersiva: "Homens da Galileia, por que ficais aí a olhar para o céu?” (cf. At 1,11). Sempre encarou a missão de evangelizar, especialmente os mais desfavorecidos, como prioridade absoluta de sua vida.
O lema episcopal que plasmou o pastoreio de Dom Henrique foi evocado várias vezes: “Levar o homem todo e todos os homens a Cristo”, talvez assumindo para si a responsabilidade personalizando os desejos de Deus: “Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e inteligência” (cf. Jer 3,15).
Antes da bênção final um momento carregado de emoção e de simbolismo: os padres foram convidados pelo presidente da celebração a conduzirem a urna com os restos mortais de Dom Henrique à Cripta da Catedral devidamente pensada para abrigar os servos de Deus que exerceram o ministério episcopal. Dom Henrique encabeça a fila, a partir desta data memorável. Tudo foi preparado com esmero e notável competência pelos padres da Catedral, João Alberto Konzen, Pe. Marcos Quaini, e pelas lideranças da paróquia da Catedral. Sabemos quão empenhativo é preocupar-se com tantos pormenores de um evento desta magnitude e natureza, para que tudo transcorra na paz, na perspectiva de um espírito de comunhão e de participação.
Os padres jesuítas, Pe. Roberto J. Gottardo e Pe. Ivo Mueller, participaram da celebração com sentimento de gratidão, alegria e de sintonia com a Diocese desse momento tão singular para a Igreja particular de Sinop. Dom Henrique foi Jesuíta e tudo o que pode realizar enquanto bispo naquele contexto pontilhado por tantas adversidades e desafios o fez para a maior glória de Deus.
Diz-nos o livro do Apocalipse: “Então ouvi uma voz dos céus, dizendo: ‘Escreve: felizes os mortos, os que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito: que descansem das suas fadigas, pois suas obras os acompanham’” (cf. 14,13). Obrigado por tudo, Dom Henrique! Obrigado por teres semeado sem parcimônia as sementes do evangelho pelas terras mato-grossenses! Deus seja louvado.
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“Aos vivos, deve-se o respeito. Aos mortos, apenas a verdade” (Voltaire).
Ontem, domingo (29), dia que a Igreja celebrou a solenidade da Ascensão do Senhor, aconteceu importante evento na Catedral Sagrado Coração de Jesus da Diocese de Sinop (MT), o translado dos restos mortais do primeiro bispo da Diocese, Dom Henrique Froehlich,SJ (+ 2003).
É importante registrar a presença de familiares de Dom Henrique que vieram de Santa Cruz do Sul (RS) para participar deste momento histórico. Em vida Dom Henrique havia manifestado o desejo de ser sepultado na terra onde trabalhou incansavelmente e gastou a vida no serviço ao Reino de Deus. Por isso, seus restos mortais foram transladados para a cripta da Catedral Sagrado Coração de Jesus, o coração da cidade de Sinop.
Na sexta-feira (27), acompanhados pelo pároco da Catedral, Pe. Conzen, os familiares do Dom Henrique (9) estiveram conosco, para conhecer in locus a igreja de Santo Antônio e a dependências da casa paroquial, incluindo o quarto onde o prelado se recolhia para descansar das duras pelejas do serviço evangelizador, antes de ser construída a Mitra. Tiveram o prazer se sentar na mesma poltrona que Dom Henrique, certamente, usava para rezar, ler e sonhar com o advento de “um novo céu e de uma nova terra” (cf. Ap 21,1). E como ficaram contentes!
A celebração solene da Eucaristia foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Canísio Klaus e concelebrada pelo bispo emérito, dom Gentil Delazari e por quinze padres. Havia delegações de muitas paróquias da vastíssima Diocese (vale lembrar que as dimensões territoriais da Diocese de Sinop aproxima-se daquela do Estado do Paraná) e notável participação de fiéis. Uma experiência de lídima alegria no Senhor (é oportuno lembrar que Froehlich, em alemão, significa alegria). Ele nasceu em Cerro Alegre (Santa Cruz do Sul - RS).
A missa foi precedida por um cortejo com os restos mortais de Dom Henrique. Encimada num caminhão do Corpo de Bombeiros a urna percorreu ruas da cidade, parando por um minuto em frente da igreja Matriz de Santo Antônio (em silêncio), uma espécie de reverência à pessoa de Dom Henrique que residiu e viveu por vários anos, na residência Pe. João Salarini,SJ.
Na pregação, Dom Klaus, enfatizou a máxima evangélica do dia: “Vós sereis minhas testemunhas” (cf. Lc 24,48), fazendo eco à proposta litúrgica da Ascensão do Senhor. Neste sentido, fez várias aplicações ao extraordinário testemunho evangélico de Dom Henrique por essas terras que se autocompreendia como o “Bispo da floresta”. Ele jamais se contentou com uma religião alienante e dispersiva: "Homens da Galileia, por que ficais aí a olhar para o céu?” (cf. At 1,11). Sempre encarou a missão de evangelizar, especialmente os mais desfavorecidos, como prioridade absoluta de sua vida.
O lema episcopal que plasmou o pastoreio de Dom Henrique foi evocado várias vezes: “Levar o homem todo e todos os homens a Cristo”, talvez assumindo para si a responsabilidade personalizando os desejos de Deus: “Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e inteligência” (cf. Jer 3,15).
Antes da bênção final um momento carregado de emoção e de simbolismo: os padres foram convidados pelo presidente da celebração a conduzirem a urna com os restos mortais de Dom Henrique à Cripta da Catedral devidamente pensada para abrigar os servos de Deus que exerceram o ministério episcopal. Dom Henrique encabeça a fila, a partir desta data memorável.
Tudo foi preparado com esmero e notável competência pelos padres da Catedral, João Alberto Konzen, Pe. Marcos Quaini, e pelas lideranças da paróquia da Catedral. Sabemos quão empenhativo é preocupar-se com tantos pormenores de um evento desta magnitude e natureza, para que tudo transcorra na paz, na perspectiva de um espírito de comunhão e de participação.
Os padres jesuítas, Pe. Roberto J. Gottardo e Pe. Ivo Mueller, participaram da celebração com sentimento de gratidão, alegria e de sintonia com a Diocese desse momento tão singular para a Igreja particular de Sinop. Dom Henrique foi Jesuíta e tudo o que pode realizar enquanto bispo naquele contexto pontilhado por tantas adversidades e desafios o fez para a maior glória de Deus.
Diz-nos o livro do Apocalipse: “Então ouvi uma voz dos céus, dizendo: ‘Escreve: felizes os mortos, os que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito: que descansem das suas fadigas, pois suas obras os acompanham’” (cf. 14,13). Obrigado por tudo, Dom Henrique! Obrigado por teres semeado sem parcimônia as sementes do evangelho pelas terras mato-grossenses! Deus seja louvado.
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