Aumentar Fonte +Diminuir Fonte -Nos dias 27 a 30 de outubro de 2023 fiz um parêntesis das atividades pastorais da Paróquia Santo Antônio de Sinop para viajar a Salvador (BA) com o propósito de celebrar os 90 anos de vida da senhora Valdiva Pimentel Figueiredo (dona “diva”), um compromisso assumido há bastante tempo. Em 2013, celebramos seus 80 anos. E se a Providência o permitir vamos festejar os 100 anos, vigor e vitalidade não lhes falta!
A missa em ação de graças pelos 90 anos de vida da matriarca da família Figueiredo foi celebrada na igreja Nossa Senhora da Vitória (a mesma igreja onde se casara em 1954), no sábado (28), às 11h. Tudo foi preparado com esmero, carinho e gratidão pela família, com bastante antecedência. “A festa faz esquecer a dureza da luta e suspende, por um momento, o tempo dos relógios. É como se, por um momento, participássemos da eternidade, pois na festa não percebemos o tempo passar” (L. Boff). Após a missa, todos foram “intimados” a participar de faustoso almoço regado de boa música, descontração e alegria. A festança estendeu-se até à noite. Cerca de duzentas pessoas participaram do evento. Realmente, a festa não é um só um dia dos homens, mas também “um dia que o Senhor fez para nós”, como bem intuiu o salmista (cf. 117,24).

Uma nota importante. Dona Diva conseguiu a proeza de reunir toda a família. É a força da atração da mãe. Os netos/as e/ou familiares que vivem distantes (Escócia, França, Canadá, Espanha, e várias outras cidades da nossa pátria) compareceram e participaram ativamente de tudo, com emoção e afeto em profusão. Bem escreveu São João Crisóstomo: Ubi caritas gaudet, ibi est festivitas (“onde o amor se alegra, aí se encontra a festividade”).

No domingo (29) tive a imensa satisfação de celebrar na igreja Matriz da Paróquia do Divino Espírito Santo (Vale dois Lagos) onde estive pároco no período de 1998 a 2001, ano em que a Companhia de Jesus encerrou suas atividades naquelas paragens e entregou a paróquia à Diocese de Salvador (BA). A gratidão e o reconhecimento demonstrados pela participação dos Jesuítas naquela área geográfica da grande Salvador, tão cheia de desafios, especialmente nos inícios de tudo, foram traduzidos no caloroso acolhimento do Pe. Jaciel e da comunidade reunida em grande número de fiéis. Uma festa! Foi incrível, emocionante e inesquecível. Quanta alegria!

Reconheço e confesso ter sido uma experiência de singular felicidade perceber que as sementinhas lançadas há 22 anos, germinaram e estão produzindo abundantes frutos. A amendoeira que plantei tornou-se grande, com raízes profundas e com uma majestosa copa que proporciona sombra e aconchego. Na memória vão lembranças... A gratidão é a memória do coração. Impõe-se a verdade paulina: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (cf. Gl 6,7).

Graças a Deus, os padres que me sucederam fizeram maravilhoso trabalho de continuidade e de qualificação dos serviços pastorais. A Igreja foi reformada e ampliada. Com a presença e atuação criativa e carismática do atual pároco, Pe. Jaciel, a igreja matriz tornou-se un gioiello (uma joia), com notável vitalidade e participação do povo de Deus. É patente a liderança do pároco e o espirito de comunhão eclesial que ele patrocina. Deus seja louvado.

Ainda no domingo, às 18h, celebrei no Santuário Nossa Senhora de Fátima, adjunto ao prestigioso Colégio Antônio Vieira (Garcia), onde morei e pelejei por tantos anos, incluindo o período do Magistério (etapa de formação, 1991-1992). Foi extremamente gratificante revisitar a Casa da Mãe, rezar e agradecer a Deus pela dádiva de poder servir o Reino de Deus e poder desfrutar de experiências tão supimpas e revigorantes.

Na segunda-feira (30), abençoada companhia das caríssimas Marinalva Cardoso e Socorro, tive a alegria de revisitar, depois de tanto tempo, três igrejas de grande relevância histórica, cultural e religiosa do povo baiano. A igreja Santo Antônio da Barra, a Catedral Basílica do Santíssimo Salvador e a Basílica do Senhor do Bonfim. Três monumentos à fé, entre tantos outros, que honra e dignificam sobremaneira a história da Bahia.

Entretanto, o templo de pedra, para além do esplendor da beleza e da curiosidade dos turistas, é símbolo da Igreja viva, da comunidade cristã, “do edifício espiritual construído por Deus com as ‘pedras vivas’ que são os cristãos, sobre o único fundamento que é Jesus Cristo, por sua vez comparado com a ‘pedra angular’\" (Papa Francisco). A missão da Igreja é ser sinal transparente do Reino da paz, da justiça e da fraternidade, e não apenas lugar de culto e de adoração.

“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena” (F. Pessoa). Foram dias intensos, felizes e memoráveis. Imensamente agradecido à família Figueiredo pela fantástica hospitalidade, carinho e amizade dispensados a mim. Efetivamente, com esta família e amigos/as, Deus possibilita experimentar na prática o sublime sentimento do salmista que, embevecido pelas maravilhas de Deus, se pergunta: “Como poderei retribuir ao Senhor todo o bem que me fez?” (cf. Sl 116,12).
Aumentar Fonte +
Diminuir Fonte -
Nos dias 27 a 30 de outubro de 2023 fiz um parêntesis das atividades pastorais da Paróquia Santo Antônio de Sinop para viajar a Salvador (BA) com o propósito de celebrar os 90 anos de vida da senhora Valdiva Pimentel Figueiredo (dona “diva”), um compromisso assumido há bastante tempo. Em 2013, celebramos seus 80 anos. E se a Providência o permitir vamos festejar os 100 anos, vigor e vitalidade não lhes falta!
A missa em ação de graças pelos 90 anos de vida da matriarca da família Figueiredo foi celebrada na igreja Nossa Senhora da Vitória (a mesma igreja onde se casara em 1954), no sábado (28), às 11h. Tudo foi preparado com esmero, carinho e gratidão pela família, com bastante antecedência. “A festa faz esquecer a dureza da luta e suspende, por um momento, o tempo dos relógios. É como se, por um momento, participássemos da eternidade, pois na festa não percebemos o tempo passar” (L. Boff). Após a missa, todos foram “intimados” a participar de faustoso almoço regado de boa música, descontração e alegria. A festança estendeu-se até à noite. Cerca de duzentas pessoas participaram do evento. Realmente, a festa não é um só um dia dos homens, mas também “um dia que o Senhor fez para nós”, como bem intuiu o salmista (cf. 117,24).

Uma nota importante. Dona Diva conseguiu a proeza de reunir toda a família. É a força da atração da mãe. Os netos/as e/ou familiares que vivem distantes (Escócia, França, Canadá, Espanha, e várias outras cidades da nossa pátria) compareceram e participaram ativamente de tudo, com emoção e afeto em profusão. Bem escreveu São João Crisóstomo: Ubi caritas gaudet, ibi est festivitas (“onde o amor se alegra, aí se encontra a festividade”).

No domingo (29) tive a imensa satisfação de celebrar na igreja Matriz da Paróquia do Divino Espírito Santo (Vale dois Lagos) onde estive pároco no período de 1998 a 2001, ano em que a Companhia de Jesus encerrou suas atividades naquelas paragens e entregou a paróquia à Diocese de Salvador (BA). A gratidão e o reconhecimento demonstrados pela participação dos Jesuítas naquela área geográfica da grande Salvador, tão cheia de desafios, especialmente nos inícios de tudo, foram traduzidos no caloroso acolhimento do Pe. Jaciel e da comunidade reunida em grande número de fiéis. Uma festa! Foi incrível, emocionante e inesquecível. Quanta alegria!

Reconheço e confesso ter sido uma experiência de singular felicidade perceber que as sementinhas lançadas há 22 anos, germinaram e estão produzindo abundantes frutos. A amendoeira que plantei tornou-se grande, com raízes profundas e com uma majestosa copa que proporciona sombra e aconchego. Na memória vão lembranças... A gratidão é a memória do coração. Impõe-se a verdade paulina: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (cf. Gl 6,7).

Graças a Deus, os padres que me sucederam fizeram maravilhoso trabalho de continuidade e de qualificação dos serviços pastorais. A Igreja foi reformada e ampliada. Com a presença e atuação criativa e carismática do atual pároco, Pe. Jaciel, a igreja matriz tornou-se un gioiello (uma joia), com notável vitalidade e participação do povo de Deus. É patente a liderança do pároco e o espirito de comunhão eclesial que ele patrocina. Deus seja louvado.

Ainda no domingo, às 18h, celebrei no Santuário Nossa Senhora de Fátima, adjunto ao prestigioso Colégio Antônio Vieira (Garcia), onde morei e pelejei por tantos anos, incluindo o período do Magistério (etapa de formação, 1991-1992). Foi extremamente gratificante revisitar a Casa da Mãe, rezar e agradecer a Deus pela dádiva de poder servir o Reino de Deus e poder desfrutar de experiências tão supimpas e revigorantes.

Na segunda-feira (30), abençoada companhia das caríssimas Marinalva Cardoso e Socorro, tive a alegria de revisitar, depois de tanto tempo, três igrejas de grande relevância histórica, cultural e religiosa do povo baiano. A igreja Santo Antônio da Barra, a Catedral Basílica do Santíssimo Salvador e a Basílica do Senhor do Bonfim. Três monumentos à fé, entre tantos outros, que honra e dignificam sobremaneira a história da Bahia.

Entretanto, o templo de pedra, para além do esplendor da beleza e da curiosidade dos turistas, é símbolo da Igreja viva, da comunidade cristã, “do edifício espiritual construído por Deus com as ‘pedras vivas’ que são os cristãos, sobre o único fundamento que é Jesus Cristo, por sua vez comparado com a ‘pedra angular’\" (Papa Francisco). A missão da Igreja é ser sinal transparente do Reino da paz, da justiça e da fraternidade, e não apenas lugar de culto e de adoração.

“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena” (F. Pessoa). Foram dias intensos, felizes e memoráveis. Imensamente agradecido à família Figueiredo pela fantástica hospitalidade, carinho e amizade dispensados a mim. Efetivamente, com esta família e amigos/as, Deus possibilita experimentar na prática o sublime sentimento do salmista que, embevecido pelas maravilhas de Deus, se pergunta: “Como poderei retribuir ao Senhor todo o bem que me fez?” (cf. Sl 116,12).

Indique a um amigo
Conteúdo Relacionado