O Sacramento da Penitência/Reconciliação brota diretamente do mistério pascal. No contexto da Páscoa da Ressurreição, o Senhor apareceu aos discípulos, encafuados no cenáculo e, depois de lhes dirigir a saudação: “A paz esteja convosco!”, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo! A quantos perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados” (cf. Jo 20, 21-23).
Na oração do Pai Nosso, rezamos: “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” (cf. Mt 6,12). O perdão não é fruto dos nossos esforços, mas uma dádiva, um dom do Espírito Santo, que nos enche o coração da misericórdia e da graça de Deus que brota do Sagrado Coração de Jesus.
Não somos pessoas perfeitas e imaculadas. “Quem não tiver pecados atire a primeira pedra”, escreveu João (cf. Jo 8,7). Todos temos necessidade de crescer tanto na intimidade com Deus como na transparência no seguimento de Jesus. O apóstolo Tiago reforça a necessidade da confissão, quando afirma: “Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados” (cf. 5,16).
A confissão recorda-nos que só na medida que nos deixamos reconciliar com o Senhor e com os irmãos é que conseguiremos verdadeiramente alcançar a paz, o equilíbrio e a alegria interior. É a experiência que todos fazemos quando confessamos honestamente as nossas mazelas; tanto o que nos pesa na consciência como a tristeza são suprimidas. Cristo é a nossa paz.
“A confissão das más obras é o começo das boas obras. Contribuis para a verdade e consegues chegar à luz” (Santo Agostinho).
Na Paróquia Santo Antônio de SINOP, os três padres estão disponíveis de terça a sexta-feira das 8h às 10h30h e das 14h às 16h.